Ice Bucket Challenge

Fui desafiada!

Se você ainda não sabe o que é o desafio do gelo, espero que tenha curtido suas férias em Plutão. Qualquer pessoa que usa redes sociais como Facebook e Instagram com certeza já está sabendo (se é que já não fez) o que é o desafio do gelo, uma “corrente” que serve para a conscientização e levantamento de fundos para pesquisa da horrível doença ELA. E pra aqueles que acham que derrubar um balde de gelo na cabeça não adianta nada, fiquem sabendo que desde que começou essa brincadeira já foram arrecadados 50 milhões de dólares em doações!

Aqui vai o meu:

https://www.youtube.com/watch?v=9vog5qn7tKU

Foi difícil mas deu certo, haha :P eu nunca mencionei que tinha uma irmã gêmea?

Não se esqueçam de doar, qualquer coisa ajuda!

A Capital

A única coisa que não dá pra entender sobre a cidade de Washington, D.C. é: por que mais pessoas não a visitam? É muuuuito legal! A cidade têm milhões de coisas pra fazer durante o dia, coisa que não muitas cidades têm (ahem, São Paulo). Por exemplo, tirar fotos engraçadas na frente dos monumentos que vemos em vários filmes e seriados — tipo Forrest Gump e Scandal, no meu caso –

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<– U.S. Capitol Building (aquele prédio atrás da Luiza pulante) e o Washington Monument (monumento branco alto atrás da foto duck face… e todas as outras. Mal aí, acabei de ver que as fotos não estão muito variadas) IMG_7953IMG_7967 IMG_7968 IMG_7958 IMG_7957 IMG_7950 

Outra coisa é visitar todos os museus incríveis que eles têm, tipo o Smithsonian Air and Space Museum pra quem gosta de astronomia e planetários, ou o International Spy Museum, inteirinho sobre a história da espionagem no mundo inteiro. Eles até têm um joguinho onde eles te dão um iPad e te mandam pelas ruas da cidade como “espião” para resolver um mistério. É um jeito muito divertido e interativo de fazer um tour e voltar a ser criança.

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Outra coisa INCRÍVEL que eu nunca vi em lugar nenhum (mas provavelmente existe, e eu vou começar a procurar) é um lugar que chama Art Jamz. Arte e vinho. Eles te dão todos os materiais para pintar — pincéis, avental, tela, etc. — e taças de vinho, e você passa a tarde pintando e ouvindo música. No fim, você leva pra casa uma lembrança da viagem que você mesmo fez. Eu e o Connor decidimos pintar uma coruja depois de ouvir de um guia turístico (que, vamos dizer, faltava alguns parafusos) que a cidade inteira de Washington foi desenhada pelos maçons, e a arquitetura das ruas e dos monumentos mostra vários símbolos da sociedade secreta deles. Um deles é a coruja, e foi isso que inspirou nosso quadro:

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Isso tudo em um fim de semana, sem contar os passeios noturnos. Tivemos um jantar num barco com banda, e várias saídas para bares diferentes que, diferente de Boston, não te expulsam às 2 da manhã. Realmente, foi um fim de semana inesquecível, e recomendo pra qualquer pessoa que vier pros EUA nas férias dar uma passadinha aqui!

Depois do fim de semana, passei a semana filmando um mini-documentário aqui. E agora, voltando pra Boston! Tudo passa tão rápido…

Update

…e um dia vira outro, que vira outro, que vira ano que vem.

E agora estou chegando ao fim dos meus estágios de verão. Aqui nos EUA, para conseguir emprego depois de se formar, precisa passar as férias trabalhando de graça. Sabe, pra mostrar que você tem aquela dedicação, e que não passa todo seu tempo deitada assistindo Netflix de pijama e óculos.

Não dá para dizer que Boston no verão seja a cidade mais divertida do mundo. Não é. É devagaaaar, devagar quase parando. Quando os alunos não estão aqui, a população da cidade desce ridiculamente. O tempo é maravilhoso, claro. Às vezes até saio de casa e penso PUTZ, ESQUECI O CASACO! AGORA FERROU DE VEZ! E só depois de alguns segundos do mini-chilique eu lembro que não precisa de casaco nessa época do ano, e que qualquer tipo de roupa no corpo já cozinha seus orgãos.

Minhas férias começaram com um mês no Brasil vendo a família, daí comecei os estágios em Boston, e me mandei para uma viagem de duas semanas para a Austrália com a família do meu namorado. Surreal! Quando eu estiver no meu computador, e não no computador da empresa, eu posto algumas fotinhos aqui.

Mas, enfim, basicamente, porém, portanto, vamo indo, é nóis, e é isso. A vida no calor de Boston é meio moleza (não no sentido de que seja fácil, mas naquele que você se sente mole o dia todo e com o cérebro derretendo, e por isso não funciona direito 90% do tempo). Mas, as flores são lindas, os dias são longos, e a vida é bela.

Até mais!

St. Patrick’s Day 2014

Boston é provavelmente a cidade que mais “liga” pra St. Patrick’s Day fora da Irlanda. O dia em si foi ontem, dia 17 de março, mas desde sexta-feira só se via pessoas de verde nas ruas. Não existe vergonha – o pessoal se fantasia mesmo, e passa o fim de semana inteiro nos pubs festejando. Eu e a minha roommate Titi decidimos usar essa ocasião como uma boa desculpa pra fazer uma festinha no nosso apartamento. Convidamos simplesmente 60 pessoas (meu apartamento mal cabe 20) e avisamos que era pra todo mundo se fantasiar. Compramos um monte de decorações e fantasias, incluindo uma de Leprechaun (aquele duende verde de St. Patrick’s Day) pro meu namorado Connor: 

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Sim, ele ficou vestido assim a noite inteira.

Obviamente não tinha 60 pessoas no meu apartamento ao mesmo tempo (o prédio ia cair), mas lógico que bem antes de chegar todo mundo eu dei um jeito de me trancar pra fora do meu quarto. Tudo ficou lá dentro: carteira, chave, casaco, bolsa, etc… tudo menos o celular. Como eu não estava nem um pouco com vontade de dormir no sofá, tive que chamar um cara pra abrir a mísera porta às 11 da noite no sábado de St. Patrick’s Day — provavelmente a última noite do ano que este homem gostaria de ter que trabalhar, principalmente em um apartamento de alunos de faculdade tendo uma festa grande. Mas, ele foi, e teve que destruir a maçaneta e colocar outra:

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Tirei foto porque a cena estava engraçada demais.

Bem, isso resume o meu fim de semana. Tomara que no próximo não precise arrombar a porta do meu quarto!

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Eu, Connor, e Christina (Titi)

Como Acordar Cedo

Por que acordar de manhã é simplesmente a coisa mais difícil do universo? E, ainda por cima, dormir cedo é a segunda coisa mais difícil. E aí, como fica? Eu me salvei um pouco. Esse ano, minhas aulas na faculdade têm horários muito bons. Não preciso acordar cedo quase nenhum dia. Porém, percebi que minhas quartas-feiras estavam sendo usadas pra bundar em casa em vez de fazer algo útil. Decidi, então, voltar a fazer trabalho voluntário 4 horas por semana. Começa às 7 da manhã…

Hoje quando acordei o sol ainda não havia nascido. Por incrível que pareça, não foi tão difícil assim. Descobri quais são os passos para conseguir levantar cedo e não se sentir mal:

1. Abandone o botão “snooze”

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Esse botão é seu pior inimigo. Ele é extremamente viciante. Eu sei, é bem mais fácil falar do que realmente levantar sem usá-lo, pois você logo quando acorda não é a mesma pessoa da noite anterior. Só quer aqueles 5 minutinhos, mas esses míseros minutos SEMPRE viram pelo menos uma hora. No meu caso, às vezes até duas horas. Sim, eu fico deitada por 2 horas apertando o botão “snooze” a cada 9 minutos (não sei porque 9 minutos, meu celular veio assim e eu deixei… que estranho, né?)

2. Beba MUITA água antes de dormirImage

Assim, você fica com vontade de ir no banheiro logo quando acordar e PRECISA levantar. Seu corpo te obriga, a menos que você queira fazer xixi na cama. Quando já levantou e já está no banheiro, jogue uma água na cara, dê um grito de guerra e NÃO DEITE DE NOVO. Pode ser que você se sinta uma batata amassada nesse momento, mas segura.

3. Se enfia no banho

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O banho quentinho é um ótimo substituto para uma cama quentinha. Se seu corpo ainda estiver se recusando a acordar para a vida, jogue uma água gelada. Torture seus músculos um pouquinho para eles verem quem é que manda.

4. Separe suas roupas na noite anterior

Se você sabe que vai ter que acordar cedo, pra quê deixar um trabalho a mais para a versão matinal de você? Você sabe que vai acordar um zumbi. Então, se não quiser sair de casa com um sapato de cada tipo, camiseta do lado contrário, e uma calça que não tem nada a ver, separe suas roupas enquanto seu cérebro ainda está funcionando.

5. Meninas: coloquem maquiagem ASSIM que sair do banho

Assim, você não pode deitar de novo. Porque, se deitar, vai sujar todos os travesseiros e estragar sua cara inteira.

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6. Comida

Eu sei que é difícil ter apetite de manhã. Mas, se você se forçar a comer, seu corpo vai achar que já é mais tarde (isso foi provado cientificamente pelo Instituto Científico Luiza Justus e Associados) e vai funcionar melhor. Sério mesmo. Café também não machuca.

Outra coisa que eu faço de manhã (que não necessariamente ajuda a acordar) é assistir algum episódio de um seriado de TV. É a melhor coisa pra fazer a cabeça funcionar. Neste momento estou assistindo Breaking Bad.

Bem, espero que essa lista tenha ajudado um pouco. Acordar de manhã não é nada fácil, mas todos temos que fazer, então temos que olhar pelo lado bom da situação. Agora, volte a trabalhar/estudar porque essa sua pausa para ler isso aqui é o equivalente acordado do botão SNOOZE!

Snowpocalypse

Hoje fez -10 graus em Boston. Usei duas calças, duas camisetas, três casacos, cachecol, chapéu, e luvas para conseguir sair de casa. Isso porque só precisei passar pouco tempo fora do carro ou da sala de aula. Estava ridiculamente frio, provavelmente o dia mais frio que já passei aqui.

Maaaas, tem sempre uma pequena grande vantagem com tudo que é ruim na vida. Não que o frio me incomode tanto assim, pra mim se preparar para ele só é uma coisa a mais para fazer de manhã e pronto. Mas para a maioria das pessoas daqui o frio é um super assunto. Já vi conversas sobre o tempo durarem muito mais do que deveriam. Tipo, minutos. Muitos minutos. Vários minutos gastos conversando sobre coisas óbvias, como o tanto de neve caindo do céu ou a previsão para os próximos dias ou “está muito frio hoje!” Não, jura?

ENFIM, a coisa boa que aconteceu: minha aula foi cancelada. Essa é a única parte boa de ter toneladas de neve caindo e bloqueando as estradas. Recebi uma mensagem hoje que todas as aulas que começassem depois das seis da tarde seriam canceladas, e a minha começava EXATAMENTE as seis. Muita sorte. Terça-feira é o único dia que eu tenho aula tão tarde assim, e agora tenho duas horas e meia LIVRES!!! Woohoo!

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“Conversation about the weather is the last refuge of the unimaginative.” – Oscar Wilde

Tradução: conversar sobre o tempo é o último refúgio dos sem imaginação.

Vida de estudante é assim…

É aquela moleza, onde sexta-feira sempre faz parte do fim de semana. Em Boston College (e com certeza a maioria das outras faculdades por aqui) o aluno escolhe os próprios horários. Ou seja, se não consigo acordar cedo, posso marcar todas as minhas aulas para depois do meio-dia (que é exatamente o que fiz), e se não estiver a fim de estudar às sextas-feiras, também posso deixar de fazer isso. Nos primeiros anos fica mais difícil, pois as aulas enchem rápido (os mais velhos têm prioridade) e temos que conseguir um certo número de créditos antes de acabar. Mas, agora que estou no meio do terceiro ano, aula sexta-feira é totalmente opcional.

Por isso, o meu dia de ontem pareceu um dia de férias. Minha amiga Aninha estava aqui (foi embora hoje), então juntamos alguns brasileiros e fomos passar o dia no centro de Boston. Almoçamos em um restaurante francês:

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Alex, Christina, Aninha, eu, e Ricardo

Depois, fomos patinar no gelo. Os meninos não foram, então claro que os fizemos segurar todas as nossas bolsas, sapatos, sacolas, etc. Por ser uma sexta-feira a noite, a pista estava bastante cheia. Eu, Christina e Aninha patinamos de mãos dadas o tempo inteiro (dá uma certa segurança, sabe? Muita sorte não ter dado um efeito dominó…). Tinha uma menina de uns 8 anos de idade que parecia uma profissional, e um louco que ficava indo na contra-mão. Fora isso, os outros patinadores eram relativamente normais.

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Eu e Christina brincando no parquinho do lado da pista que nem duas imbecis

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O lugar de patinação é chamado “Frog Pond,” então tem esses sapinhos fofos

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Patinando :)

Depois de 15 minutos decidimos que “já deu,” tiramos os patins e fomos fazer hora no Starbucks. Meu namorado Connor encontrou com a gente e todos fomos ao cinema assistir Her, um filme sobre um homem que se apaixona pelo seu sistema operacional (tipo se apaixonar pela Siri do iPhone, só que se ela tivesse a voz da Scarlett Johansson). O filme é muito bom! É uma comédia dramática super divertida mas ao mesmo tempo dá umas lições profundas. Recomendo para qualquer pessoa que quiser ver como o nosso mundo vai ser daqui uns anos (brincadeira… imagine que horror!).

Her-Movie-Poster

Pois é, a vida universitária é bem tranquila numa sexta-feira. Preciso curtir esses tempos bastante porque quando começar a trabalhar, não existirá mais essa moleza toda!