Luiza, versão 2.2

Não me sinto muito diferente. Acho que cheguei à conclusão que meus aniversários não vão mais fazer me sentir como uma pessoa diferente. Acho que 22 é a idade que isso finalmente acontece. Antes, morando nos EUA, cada ano era apenas “um ano mais perto dos 21.” Depois dos 21, fora o fato de muitas baladas terem perdido a graça totalmente, eu acho que não vou mais me sentir “diferente” ou “mais velha.”

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Eu e meu amigo Jay atrás, sendo um zumbi

No dia 14, a véspera do meu aniversário, fui a um bar/restaurante incrível chamado Carrie Nation Cocktail Club. Este lugar é perfeito para quem gosta de uma vibe anos 20. É baseado na proibição, quando álcool não era permitido nos EUA, e a área do restaurante é inteira decorada com relíquias dessa época. A comida é incrível e os coquetéis super criativos, alguns até tem clara de ovo para dar uma textura diferente. O nome do lugar, Carrie Nation, veio de uma figura histórica, uma das maiores apoiadoras da campanha contra o álcool. Era conhecida por atacar estabelecimentos como bares e tabernas com um machado. Ela mesma dizia que era um “bulldog correndo aos pés de Jesus, latindo para tudo que Ele não gosta.” Meio irônico que agora o bar mais conhecido por suas bebidas leva o nome dela. Ela morreu em 1911, e não deve estar muito feliz com isso, onde quer que ela esteja…

Enfim, jantei com 20 amigos, e depois de comer fomos para a área “secreta”, ou, como chamavam na época o speakeasy. Os speakeasies eram os bares escondidos da época da proibição, normalmente localizados atrás de alguma porta secreta em cabeleireiros ou cafés ou outras lojinhas pequenas. Neste bar, se você quiser ir ao speakeasy, precisa dar seu nome para a hostess. Daí, você espera por tipo meia hora, ou às vezes uma hora, dependendo do quão cheio está, e eles te ligam quando o speakeasy está pronto para você. Você segue um segurança que te leva para o lado de trás do bar, atrás da cortina, onde tem um ambiente completamente diferente, escuro, e muito estiloso.

Recomendo esse lugar para qualquer pessoa que vier para Boston. Foi uma noite e tanto!

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Cheers!

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Eu, minha mãe e o Connor no final da noite (minha mãe ficou comigo e meus amigos até o bar fechar às 2 da manhã!)

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“Lips that touch liquor shall not touch ours” – o quadro atrás, que quer dizer “lábios que tocaram álcool não tocarão os nossos.” Esquerda para a direita: Angela, Erica, eu, Kate (em cima) Meredith, Gisela (aka mamãe), Rachel (embaixo)

Era para todas terem ficado sérias na foto para imitar as mulheres do quadro, mas não rolou muito…

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Eu e minha mamis linda, que me trouxe a esse mundo e fez essa noite acontecer!

O Futuro

Daqui dois dias faço 22 anos. QUANDO ISSO ACONTECEU?! Tenho certeza de que quanto mais velhos ficamos, mais rápido a vida passa. Pensa, quando você tinha 4 anos, um ano era 25% da sua vida inteira. Por isso, um ano parecia muuuuuuuito tempo, demorava uma eternidade para passar. Com 22, um ano é 4.5% da sua vida, já quase insignificante. E com 90, então, nem me fale… 1.1%.

Ou seja, já está na hora de aceitar o fato de que a vida passa em um segundo, e ela não está nem aí se você está preparado para essa rapidez. Eu, por exemplo, não estou nem um pouco preparada para a rapidez com qual está chegando a minha formatura. Em maio, acaba tudo isso aqui. Este o capítulo da minha vida se fecha e abre caminho a algo novo. MAS O QUE?!

Minha trajetória nos EUA não acabou ainda, acho. Tenho mais para fazer aqui. Então, já que essa jornada ainda não se concluiu, está na hora de arrumar alguma coisa pra fazer, porque o governo americano não curte muito estrangeiros que ficam aqui ocupando espaço. Quando descobrir o que eu vou fazer, eu digo aqui. Mas, por enquanto, meu futuro é um grande

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E enquanto isso no Pólo Norte…

Minha mãe veio dizer outro dia que sentia falta do blog… e é verdade, faz um mega tempo que eu não escrevo. Vamos colocar a culpa na neve. É só isso que fazem aqui. Colocam a culpa na neve.

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Um simples banco, algumas semanas atrás… agora já deve ter desaparecido totalmente.

Foi anunciado oficialmente que este é o pior inverno na história da cidade de Boston. Caíram 90 polegadas de neve em três semanas. 90 polegadas de neve = 2 METROS E 28 CENTÍMETROS. Em apenas três semanas!!!! Como assim?!!?!?! A calçada já virou um labirinto, com mini-caminhos esculpidos pra conseguir atravessar a rua… Sério, têm paredes de neve mais altas do que EU nas ruas. E todas as ruas que tinham duas faixas agora só tem uma, então o trânsito enlouqueceu também.

O que eu acho mais impressionante não é a quantidade de neve, mas a falta de capacidade que a cidade tem para lidar com uma situação dessas. Não é como se estivéssemos na Flórida, e DO NADA começa a nevar mais de dois metros de neve e todo mundo entra em pânico e não sabe o que fazer. ESTAMOS EM BOSTON. Porque estamos tão surpresos que isso está acontecendo? Claro que nunca foi tão ruim assim, nunca foi essa lambança de neve pra todo lado, nunca nevou tantas vezes em tão curto período, etc. E claaaaaro que não estou reclamando dos 4 dias de aula que já foram cancelados por causa disso. Mas, sei lá… imaginei que uma cidade tão acostumada com o inverno soubesse lidar um pouco melhor.

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Hoje até que não está tãããão frio assim, só uns -10 graus (sim, infelizmente já cheguei ao ponto que não considero dez graus negativos “tão frio assim”). Anteontem passei o pior frio da vida, e isso porque só fiquei fora de casa por uns 2 minutos. Sem brincadeira. A sensação térmica estava de -30 graus por causa do vento. Nos noticiários estavam dizendo que estava perigoso ficar com pele exposta no frio por mais de 10 minutos. Saí de casa, andei uns 10 passos, virei de costas tipo NÃO NÃO BRINCADEIRA e voltei pra dentro.

Enfim, dêem uma olhada no tamanho da montanha de neve na calçada (e isso já faz uma semana e meia, agora já está bem pior):

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Vicky, eu , Melanie, e Bellatrix – minhas amigas brasileiras que também estudam nos EUA

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Vista do meu apartamento

Último Semestre

Não dá pra acreditar que já cheguei no último semestre de faculdade. Parece que foi ontem mesmo que eu estava escrevendo sobre as bolas de cabelo no chuveiro do dorm, os jogos de futebol americano, e como tudo era novo por aqui…

Neste momento estou sentada esperando uma aula começar. No caminho da minha casa até a faculdade eu estava pensando em quanto eu já me acostumei com esse lugar. Nos últimos anos, sempre que eu começava o semestre com novas aulas, eu precisava ficar olhando minha grade para saber onde eram as aulas, que horas, etc. Tinha que chegar cedo nos primeiros dias para não me perder nesses corredores largos, cheios de salas para todos os lados. Agora, mesmo sendo a segunda semana de aula, eu já manjo tão bem que eu só preciso olhar uma vez onde fica cada aula, e já me lembro. Já sei onde é tudo. E, como tudo na vida, bem na hora que me acostumo, já é hora de mudar.

E o futuro? Isso eu já não sei, pelo menos tenho mais 4 meses pra pensar. Por enquanto farei uma lista das 3 coisas que mais vou sentir falta:

1. O campus

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Boston College parece Hogwarts, e vou sentir muita falta de passear entre esses prédios góticos maravilhosos e fingir que estou andando pelo castelo mágico. O fato é que é muito mais fácil de se dedicar aos estudos quando o ambiente é favorável.

2. Morar perto dos amigos

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Pelo que vejo dos meus amigos que já se formaram, esse negócio de estar com os amigos o tempo todo acaba depois da formatura. Cada um vai pra um lado, um se muda pra cá, outro se muda pra lá. Alguns vão fazer pós, outros começam empregos novos – ou seja, ninguém tem tempo pra marcar de se ver, e morando longe um do outro complica mais ainda. Pelo menos existe Facebook.

3. O tempo livre

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Aqui, eu não tenho aula antes das 10:30 da manhã (e alguns dias da semana, não tenho antes do meio dia!), e não tenho aula sexta-feira. Tudo bem que mesmo que eu não tenha que ficar sentada na sala de aula tantas horas por dia, eu tenho bastante lição de casa. Mas, mesmo assim, tenho certeza que não terei tanto tempo livre assim na vida profissional.

Bem, é isso. Vamo que vamo.

Máquina do tempo: anos 20

IMG_0239Tudo de anos 20 tá na moda. Desde quando O Grande Gatsby e Meia Noite em Paris saíram, parece que voltamos a apreciar tudo que essa década tinha de bom: as roupas lindas, as festas, as músicas. Esse fim de semana, numa cidadezinha fora de Boston chamada Melrose, teve um baile temático anos 20. Ficamos sabendo disso por causa de um pôster numa feira de antiguidades em Boston duas semanas atrás – super por acaso. Foi, com certeza, uma das noites mais memoráveis desde que moro em Boston.

IMG_0241Como vocês provavelmente já perceberam, eu amo me fantasiar, e dessa vez não foi diferente. Eu e Connor saímos pra comprar todos os acessórios anos 20 que conseguimos achar. Daí, fomos para a festa, onde teve uma banda ao vivo (estilo anos 20 – música super autênticas) e instrutores de dança ensinando as danças Swing e o Charleston. Fui aprendendo, e, no final, já estava conseguindo fazer alguns dos passos. Foi muuuuuito legal, super recomendo tentar aprender. Se você lembra do filme Meia Noite em Paris, é tipo essa cena:

Excluíndo o fato de que o Owen Wilson como dançarino é um ótimo ator…

IMG_0240A melhor parte foi quando o Connor teve a ideia de fazer uma pirueta como parte da dança. O objetivo era me fazer girar 360 graus em volta do braço dele (loucura? Talvez. Com certeza). Tirei o sapato e fomos pra uma área mais livre da pista de dança pra tentar o tal do giro. Ele e a irmã sempre fizeram coisas desse tipo, então ele já sabia com era, o problema era que eu nunca tinha feito nada disso, e ia tentar pela primeira vez na frente de um bando de gente. “É fácil,” ele disse. Fácil pra ele que não tem que sair do chão! Então, ele ficou uns 10 minutos tentando me ensinar e eu morrendo de medo, até que uma das instrutoras veio falar com a gente.

– Eu sei exatamente o que vocês estão tentando fazer – ela diz – e eu não recomendo.

Nisso a gente se olhou e começou a rir. A mulher riu junto, mas diz que não seriamente não recomendava esse tipo de coisa pois soube de uma menina que caiu e bateu a cabeça tentando fazer o giro, e isso porque ela já dançava há anos. Eu não sou louca nem nada, então desisti e deixei pra tentar um dia em casa antes de passar vergonha em público.

Mas, mesmo não fazendo a pirueta mega master avançada, eu aprendi uns passos e truques de Lindy Hop Swing muito legais e até que pareço, pelo menos um pouco, que sei o que estou fazendo!

Uma recomendação de música estilo anos 20 que todos deveriam ouvir:

Outono: melhores e piores partes

As estações do ano são lindas, e cada uma tem seu lado bom e ruim. Infelizmente (ou felizmente, não consigo decidir), no Brasil, não temos as estações muito definidas. Às vezes está frio e às vezes calor, mas as árvores não perdem as folhas e a neve nunca vem. Aqui em Boston, as estações são muito bem definidas. O outono tem cara de outono, o inverno tem cara de inverno (ou inferno), e é o mesmo com a primavera e o verão. Eu estou no meio do outono agora, então vou falar um pouco das melhores e piores partes dessa estação…

1. Mundo colorido

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Tudo é amarelinho, vermelho, laranja. Folhas no chão, árvores coloridas, todos os dias são lindos. Dá vontade de passear na rua e tomar um café com tons de abóbora (essa é a época que todo mundo pede o famoso Pumpkin Spice Latte do Starbucks). E, claro, quando o que está a nossa volta é bonito, é muito mais fácil ficar de bom humor.

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Se você disser “pumpkin spice latte” 3 vezes na frente do espelho, uma menina com calças de yoga vai aparecer e te contar tudo que ela ama sobre o outono.o-PUMPKIN-SPICE-LATTE-facebook

2. Tempo maluco

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Nessa época, o mundo ainda está se decidindo se quer ficar frio ou quente. Nunca está calooor calor, mas alguns dias são tranquilos (dá pra sair de casa com uma camiseta de manga comprida ou uma malha leve) e outros dias são HORRIPILANTES de frio. Essa indecisão do planeta causa muitos erros de guarda-roupa de quais nos arrependemos depois. Por exemplo, se ontem tava tranquilo, hoje eu uso uma camiseta de manga comprida e um colete… MAS acontece que hoje tá um GELO e eu me baseei no dia de ontem e me ferrei. Se bem que, pros que moram em São Paulo, é sempre mais ou menos assim, então não é novidade.

3. A televisão volta a ser sua melhor amiga

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Vai sair hoje? Ha! Vai nada. Junte-se a nós, bobão.

No outono, todos os seriados de TV voltam ao ar com novos episódios. Sem contar os milhões de novos seriados que eles tentam te viciar. Sério, parece que cada ano saem mais e mais séries novas. As minhas preferidas no momento são: Vampire Diaries, Modern Family, Scandal, America’s Next Top Model, Family Guy, South Park, Nathan for You (HILÁRIO. Recomendo SUPER). e Once Upon a Time (que estou meio atrasada porque parei por um tempo). Comecei também a assistir uma série nova que saiu mês passado, chamada Selfie (eu sei, pelo nome parece ser uma porcaria). Mas, na verdade até que é bem engraçada. É sobre uma menina VICIADA em celular e nela mesma, e isso faz com que todo mundo a odeie. Seu chefe decide ajudá-la a se comportar melhor socialmente, e ela acaba o ensinando a ser mais tranquilo e se divertir. A série reflete essa juventude obcecada por tecnologia de um jeito engraçado e bem verdadeiro (até verdadeiro demais, fico até com um pouco de medo do futuro da minha geração).

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Aqui está o trailer da série. Não consegui achar um com legendas em português, mas com certeza dá pra baixar na internet os episódios legendados!

Visita mais do que especial

Esse fim de semana a minha irmã Fabi e o meu cunhado Bruno vieram me visitar! Foi incrível. Na verdade, era pra ser uma surpresa, e eu a idiota consegui estragar porque li uma mensagem de texto que não devia. A Fabi mandou mensagem para o Connor pra planejar a surpresa, e eu fui usar o celular dele porque tinha perdido o meu… e vi. Sabe quando você vê uma coisa e quer des-ver? Não tinha como des-ver… MAS, o ponto é que ela veio e foi irado, com surpresa ou sem!

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Ficamos dois dias em Boston, mostrei meu apê pra ela e um pouco da vida de faculdade americana, levei ela no tailgate — veja aqui o post sobre tailgating — e ela achou bem bizarro os pais e amigos dos pais ficarem fazendo churrasco no meio do campus nos dias de jogo. É beeeeem coisa de americano.

Depois, ela me convenceu a ir com ela pra Nova Iorque no domingo (que significaria que eu ia perder aula na segunda). O processo de convencimento durou mais ou menos 2,4 segundos.

Fabi: “Lu, você devia vir pra Nova Iorque com a gente!”

Lu: “Mas eu tenho aula…”

Fabi: “Mas é só — ”

Lu: “TABOM VAI VOU COMPRAR A PASSAGEM.”

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E nos mandamos pra Nova Iorque no trem. Foi muito legal. Segunda a noite saímos com os meninos para jantar, e tinha um lounge em cima do restaurante. O rapper Ja Rule estava lá! Se você não lembra quem ele é, coloquei uma música dele aqui no post. Do lado dele tinha um segurança gigante, ninguém podia chegar perto. Mas, eu e a Fabi queríamos uma foto com ele mesmo assim. Então, o Connor foi até o segurança e falou que éramos brasileiras e que o Ja Rule iria com certeza querer tirar fotos com a gente. O segurança perguntou pra ele e ele disse que sim! Mandou a gente ir até lá e foi bem simpático. Foi uma noite irada.

Até a próxima manhã, quando tive que acordar às 5h30 pra pegar o trem das 6h20. Foi bruto. Cheguei na estação às 6h18 e, à la Luiza, quase perdi o trem. IMG_0074

Como fazer sua casa parecer limpa quando não está

Se você é como eu, quando chega em casa depois de um dia exaustivo você tira os sapatos no meio da casa e lá os deixam. Depois, senta no sofá pra assistir seriados com pipoca e coca-cola, e o pote e o copo decidem se mudar pra mesa da sala, e demoram uns dias pra voltar à cozinha. Quando levanta do sofá, você não dobra a manta que usou pra se manter quentinho… ela só meio que fica lá, embolada (para esquentar o coitado do sofá, é claro).

Basicamente, nós desorganizados não conseguimos achar a força de vontade pra guardar as coisas depois de usá-las. É uma mistura de preguiça e prioridades erradas. Por exemplo, eu prefiro dormir mais 5 minutos do que dobrar e guardar meu pijama quando me troco de manhã. A frase que mais ouvi da minha mãe na vida é: “LUIZA TIRA A TOALHA MOLHADA DE CIMA DA CAMA!!!!!!” Eu aprendi, mamãe! Agora eu sempre guardo a toalha no banheiro depois do banho. Assim, tipo, 80% das vezes…

ENFIM — sendo assim do jeito que sou, pensei e pesquisei alguns truques pra quando você tem visitas e não quer que elas saibam o quão bagunceiro você é.

1. Alinhe as coisas pequenas: controles da TV, livros, maquiagem, etc.

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Se as coisas mais visíveis tiverem em linha reta, vai parecer que você é uma pessoa organizada que sempre ajeita os controles depois de ver TV, ou nunca bagunça a maquiagem. De nada.

2. Estique a cama e arrume os travesseiros

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Sério que ajuda. Se parecer que você acorda todo dia de manhã e arruma sua cama perfeitamente, vai dar a ilusão perfeita de que você é uma pessoa mega organizada.

3. Enfie louças sujas no fogão

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Essa eu nunca fiz, mas parece ser uma boa ideia. Se o lava-louças tá cheio e você não tem tempo de lavar tudo, enfia dentro do fogão onde ninguém consegue ver que tem prato sujo. O que os olhos não veem o coração não sente.

4. Menos luz

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Desligue as luzes do teto e ligue abajures e lâmpadas mais fracas. Desse jeito, as visitas não conseguem enxergar a sujeira e o ambiente fica mais agradável (Dupla utilidade: também dá para disfarçar aquela espinha no seu queixo que não vai embora).

5. Esconda toalhas sujas e outras coisas banheirísticas

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Sério, ninguém está a fim de ver sua toalha molhada (e, no caso das meninas, provavelmente suja de maquiagem). Guarde as toalhas quando as visitas chegarem. Coloque uma toalha de rosto nova. Esconda escova de dentes, pasta, desodorante, etc. embaixo da pia (ninguém quer ver ítens que provam que você é um ser humano). Deixe a pia bem livre e limpa. Se tiver cortina no box, pelo amor de Deus feche a cortina. Ninguém precisa saber que marca de shampoo você usa. (Se não quiser fazer tudo isso, fácil: construa um lavabo)

Bem, é isso. Para nós que não temos tempo de limpar a casa todos os dias, essas dicas nos ajudam a convencer os amigos a quererem nos visitar mais de uma vez.

É isso.

As músicas mais irritantes dos últimos tempos

Gostaria de começar esse post dizendo que eu não seriamente julgo o gosto musical de ninguém. O que você ouve e canta no chuveiro fazendo o shampoo de microfone é da sua conta e de mais ninguém! Todos temos vergonha de gostar de algumas músicas. Eu, por exemplo, que sempre achei a Miley Cyrus o ó do borogodó, até acho Wrecking Ball e We Can’t Stop músicas divertidas. O que não dá pra aguentar é quando as rádios tipo Jovem Pan, Metropolitana, Mix, etc… que, como as rádios “pop” mas escutadas do país, dizem ter uma seleção musical boa para nós que vivemos presos no trânsito, não só repetem a mesma música 80 vezes por hora, mas escolhem tocar os piores LIXOS já gravados. Parece que estão nos torturando de propósito.

A lista abaixo é pura opinião — as músicas que EU achei um pouco intoleráveis — onde os artistas foram puramente preguiçosos. E, sim, algumas dessas são legais de ouvir de vez em quando, mas se você parar pra pensar e comparar com tudo que o mundo musical tem a oferecer, são muito fracas. Especialmente depois que a Jovem Pan nos obriga a escutá-las 800 vezes seguidas.

As 5 Músicas Pop dos Últimos Tempos Que Mais Me Irritam

  1. Scream & Shout – Will.I.Am feat. Britney Spears

Essa música não dói os ouvidos tanto, mas também não tem nem pé nem cabeça. Não dá pra entender porque toca tanto. Outra coisa… CADÊ A BRITNEY?!?! Ela só fala “It’s Britney Bitch” e dá uma ajudinha vocal durante o refrão. Fora isso, cadê você, fia? Gato comeu a língua? Enfim, musiquinha sem estrutura, parece mais um mash-up de várias músicas ruins… não entendi.

  1. Only Girl (In The World) – Rihanna

Ouvir 30 segundos dessa música sem querer chorar é um milagre. Parece que a menina pegou um piano, escolheu uma tecla, e criou uma música inteira só batendo nessa mesma tecla 80 vezes. Reclama, filha. Cantar? Magina. Reclamar é mais bonito. Dá na mesma ligar a TV no Animal Planet e ouvir um ritual de acasalamento de bodes.

  1. Payphone – Maroon 5

Qualquer pessoa que ouvia Maroon 5 na época do álbum Songs About Jane sabe que a qualidade dessa banda morreu e descansa em paz. Quando o nosso querido cantor Adam Levine ficou famoso parece que perdeu o talento. Agora só escreve porcarias como essa música irritante, preguiçosa e sem sentido. Aaaaiiii que fofo romântico! NÃO. Já parou pra ouvir a letra? O refrão — ou seja, a parte mais importante da música — diz “estou num orelhão tentando ir pra casa mas gastei todas as minhas moedinhas em você.” OI? Quanto romance, meu filho, se segura aí! Ai, ai. Dá uma tristezinha lembrar do quanto eles eram bons. E agora só sai baboseira. “Love Somebody” é outra vergonha. E nem me deixe começar a falar de “Daylight.” Basicamente, o novo Maroon 5 é uma aberração e deveria se aposentar logo antes que nossos ouvidos nunca se recuperem.

  1. Beautiful – One Direction

Essa é a música que mais fica na cabeça DO MUNDO. E o fato das rádios a tocarem a cada cinco minutos na época que saiu não ajudou. Acho que se eu ouvisse essa música uma ou duas vezes na vida eu nem ia achar tão ruim, nem ia ligar. Mas é quando toca e toca e toca e toca e toca e toca até não dar mais, daí vira um problema. É pior que alarme de celular martelando todos os dias às 7 da manhã. E outra, IMPOSSÍVEL ouvir a música do mesmo jeito, realmente impossível, depois de ouvir a versão do Bar Mitzvah do Nissim Ourfali (dá um google. É a melhor versão de “Beautiful” já feita).

  1. Baby – Justin Bieber

Baby, baby, baby AH VÁ. Eu realmente não consigo entender como essa música fez tanto sucesso. E fora que ele cresceu e virou o moleque mais babaca que já existiu na face da terra – só cria vexame em todo lugar! Pra mim, não existe música mais irritante do que essa. E já fui forçada a ouví-la tantas vezes que sinto ânsia já no primeiro “ooOOoooOOooOooooh….”

Nossa, depois de escrever tudo isso senti uma onda de stress saindo de dentro do mim. Alguém tinha que falar. Peço desculpas se alguma dessas for, sei lá, a música favorita de algum leitor. Mas o importante é que tem gosto pra tudo, e todos devemos poder falar alto e claro nossas opiniões sobre as coisas! E você, que música de rádio mais te irrita?

Halloween 2014

Esse Halloween foi provavelmente o melhor que já tive. As fantasias ficaram incríveis, as festas foram divertidíssimas… foi simplesmente o máximo. Nos EUA as pessoas levam Halloween super a sério. Todos os bares e baladas fazem festas gigantescas — e não cobram entrada, porque um bar compete com o outro pelos clientes. É perfeito. Na quinta, fui a um bar cujo tema era um baile de formatura zumbi nos anos 80. Banda ao vivo e tudo, decorações perfeitas, garçons de fantasia. Eu sei, nada poderia ser melhor.

Na minha opinião, tinha que ter mais do que um dia por ano pra se fantasiar. Torna tudo muito mais divertido. Ir pra um bar com seus amigos é uma coisa, ir pra um bar com seus amigos todos de fantasia e ver as fantasias hilárias dos outros já é algo completamente diferente. É muito legal ver a criatividade de algumas pessoas. Sempre têm aqueles chatos que ou não se vestem ou usam algo muito genérico e sem graça, e isso eu não entendo. Porque saiu, então, se não tem senso de humor?! “Ai, não gosto de usar fantasia.” Então não sai no Halloween. Fica em casa. Sério. Você está ocupando o espaço de alguém muito mais divertido.

Enfim, se o Halloween fosse duas vezes por ano eu seria uma criança feliz.

Algumas fantasias deste ano:

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Eu e Connor como Malévola e Bela Adormecida (ele está de pijama pois não achamos o vestido rosa em tamanho masculino :P ).

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Eu e Connor como Cheshire Cat e Mad Hatter de Alice no país das maravilhas. Essa foi mais uma interpretação da fantasia, mas foi muito legal de fazer.

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Maquiagem do Cheshire Cat feita por mim! :) E a versão final antes de sair:

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^ Minha amiga Rachel como a Lumpy Space Princess do desenho Adventure Time. Ficou muito fofa!

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^ Katie e Sunny como Stewie e Meg do desenho Family Guy.

Fantasias, boa companhia, boas festas… é pra isso que estou aqui! Ah, é… e estudar de vez em quando…