Máquina do tempo: anos 20

IMG_0239Tudo de anos 20 tá na moda. Desde quando O Grande Gatsby e Meia Noite em Paris saíram, parece que voltamos a apreciar tudo que essa década tinha de bom: as roupas lindas, as festas, as músicas. Esse fim de semana, numa cidadezinha fora de Boston chamada Melrose, teve um baile temático anos 20. Ficamos sabendo disso por causa de um pôster numa feira de antiguidades em Boston duas semanas atrás – super por acaso. Foi, com certeza, uma das noites mais memoráveis desde que moro em Boston.

IMG_0241Como vocês provavelmente já perceberam, eu amo me fantasiar, e dessa vez não foi diferente. Eu e Connor saímos pra comprar todos os acessórios anos 20 que conseguimos achar. Daí, fomos para a festa, onde teve uma banda ao vivo (estilo anos 20 – música super autênticas) e instrutores de dança ensinando as danças Swing e o Charleston. Fui aprendendo, e, no final, já estava conseguindo fazer alguns dos passos. Foi muuuuuito legal, super recomendo tentar aprender. Se você lembra do filme Meia Noite em Paris, é tipo essa cena:

Excluíndo o fato de que o Owen Wilson como dançarino é um ótimo ator…

IMG_0240A melhor parte foi quando o Connor teve a ideia de fazer uma pirueta como parte da dança. O objetivo era me fazer girar 360 graus em volta do braço dele (loucura? Talvez. Com certeza). Tirei o sapato e fomos pra uma área mais livre da pista de dança pra tentar o tal do giro. Ele e a irmã sempre fizeram coisas desse tipo, então ele já sabia com era, o problema era que eu nunca tinha feito nada disso, e ia tentar pela primeira vez na frente de um bando de gente. “É fácil,” ele disse. Fácil pra ele que não tem que sair do chão! Então, ele ficou uns 10 minutos tentando me ensinar e eu morrendo de medo, até que uma das instrutoras veio falar com a gente.

- Eu sei exatamente o que vocês estão tentando fazer – ela diz – e eu não recomendo.

Nisso a gente se olhou e começou a rir. A mulher riu junto, mas diz que não seriamente não recomendava esse tipo de coisa pois soube de uma menina que caiu e bateu a cabeça tentando fazer o giro, e isso porque ela já dançava há anos. Eu não sou louca nem nada, então desisti e deixei pra tentar um dia em casa antes de passar vergonha em público.

Mas, mesmo não fazendo a pirueta mega master avançada, eu aprendi uns passos e truques de Lindy Hop Swing muito legais e até que pareço, pelo menos um pouco, que sei o que estou fazendo!

Uma recomendação de música estilo anos 20 que todos deveriam ouvir:

Outono: melhores e piores partes

As estações do ano são lindas, e cada uma tem seu lado bom e ruim. Infelizmente (ou felizmente, não consigo decidir), no Brasil, não temos as estações muito definidas. Às vezes está frio e às vezes calor, mas as árvores não perdem as folhas e a neve nunca vem. Aqui em Boston, as estações são muito bem definidas. O outono tem cara de outono, o inverno tem cara de inverno (ou inferno), e é o mesmo com a primavera e o verão. Eu estou no meio do outono agora, então vou falar um pouco das melhores e piores partes dessa estação…

1. Mundo colorido

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Tudo é amarelinho, vermelho, laranja. Folhas no chão, árvores coloridas, todos os dias são lindos. Dá vontade de passear na rua e tomar um café com tons de abóbora (essa é a época que todo mundo pede o famoso Pumpkin Spice Latte do Starbucks). E, claro, quando o que está a nossa volta é bonito, é muito mais fácil ficar de bom humor.

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Se você disser “pumpkin spice latte” 3 vezes na frente do espelho, uma menina com calças de yoga vai aparecer e te contar tudo que ela ama sobre o outono.o-PUMPKIN-SPICE-LATTE-facebook

2. Tempo maluco

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Nessa época, o mundo ainda está se decidindo se quer ficar frio ou quente. Nunca está calooor calor, mas alguns dias são tranquilos (dá pra sair de casa com uma camiseta de manga comprida ou uma malha leve) e outros dias são HORRIPILANTES de frio. Essa indecisão do planeta causa muitos erros de guarda-roupa de quais nos arrependemos depois. Por exemplo, se ontem tava tranquilo, hoje eu uso uma camiseta de manga comprida e um colete… MAS acontece que hoje tá um GELO e eu me baseei no dia de ontem e me ferrei. Se bem que, pros que moram em São Paulo, é sempre mais ou menos assim, então não é novidade.

3. A televisão volta a ser sua melhor amiga

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Vai sair hoje? Ha! Vai nada. Junte-se a nós, bobão.

No outono, todos os seriados de TV voltam ao ar com novos episódios. Sem contar os milhões de novos seriados que eles tentam te viciar. Sério, parece que cada ano saem mais e mais séries novas. As minhas preferidas no momento são: Vampire Diaries, Modern Family, Scandal, America’s Next Top Model, Family Guy, South Park, Nathan for You (HILÁRIO. Recomendo SUPER). e Once Upon a Time (que estou meio atrasada porque parei por um tempo). Comecei também a assistir uma série nova que saiu mês passado, chamada Selfie (eu sei, pelo nome parece ser uma porcaria). Mas, na verdade até que é bem engraçada. É sobre uma menina VICIADA em celular e nela mesma, e isso faz com que todo mundo a odeie. Seu chefe decide ajudá-la a se comportar melhor socialmente, e ela acaba o ensinando a ser mais tranquilo e se divertir. A série reflete essa juventude obcecada por tecnologia de um jeito engraçado e bem verdadeiro (até verdadeiro demais, fico até com um pouco de medo do futuro da minha geração).

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Aqui está o trailer da série. Não consegui achar um com legendas em português, mas com certeza dá pra baixar na internet os episódios legendados!

Visita mais do que especial

Esse fim de semana a minha irmã Fabi e o meu cunhado Bruno vieram me visitar! Foi incrível. Na verdade, era pra ser uma surpresa, e eu a idiota consegui estragar porque li uma mensagem de texto que não devia. A Fabi mandou mensagem para o Connor pra planejar a surpresa, e eu fui usar o celular dele porque tinha perdido o meu… e vi. Sabe quando você vê uma coisa e quer des-ver? Não tinha como des-ver… MAS, o ponto é que ela veio e foi irado, com surpresa ou sem!

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Ficamos dois dias em Boston, mostrei meu apê pra ela e um pouco da vida de faculdade americana, levei ela no tailgate – veja aqui o post sobre tailgating — e ela achou bem bizarro os pais e amigos dos pais ficarem fazendo churrasco no meio do campus nos dias de jogo. É beeeeem coisa de americano.

Depois, ela me convenceu a ir com ela pra Nova Iorque no domingo (que significaria que eu ia perder aula na segunda). O processo de convencimento durou mais ou menos 2,4 segundos.

Fabi: “Lu, você devia vir pra Nova Iorque com a gente!”

Lu: “Mas eu tenho aula…”

Fabi: “Mas é só — “

Lu: “TABOM VAI VOU COMPRAR A PASSAGEM.”

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E nos mandamos pra Nova Iorque no trem. Foi muito legal. Segunda a noite saímos com os meninos para jantar, e tinha um lounge em cima do restaurante. O rapper Ja Rule estava lá! Se você não lembra quem ele é, coloquei uma música dele aqui no post. Do lado dele tinha um segurança gigante, ninguém podia chegar perto. Mas, eu e a Fabi queríamos uma foto com ele mesmo assim. Então, o Connor foi até o segurança e falou que éramos brasileiras e que o Ja Rule iria com certeza querer tirar fotos com a gente. O segurança perguntou pra ele e ele disse que sim! Mandou a gente ir até lá e foi bem simpático. Foi uma noite irada.

Até a próxima manhã, quando tive que acordar às 5h30 pra pegar o trem das 6h20. Foi bruto. Cheguei na estação às 6h18 e, à la Luiza, quase perdi o trem. IMG_0074

Como fazer sua casa parecer limpa quando não está

Se você é como eu, quando chega em casa depois de um dia exaustivo você tira os sapatos no meio da casa e lá os deixam. Depois, senta no sofá pra assistir seriados com pipoca e coca-cola, e o pote e o copo decidem se mudar pra mesa da sala, e demoram uns dias pra voltar à cozinha. Quando levanta do sofá, você não dobra a manta que usou pra se manter quentinho… ela só meio que fica lá, embolada (para esquentar o coitado do sofá, é claro).

Basicamente, nós desorganizados não conseguimos achar a força de vontade pra guardar as coisas depois de usá-las. É uma mistura de preguiça e prioridades erradas. Por exemplo, eu prefiro dormir mais 5 minutos do que dobrar e guardar meu pijama quando me troco de manhã. A frase que mais ouvi da minha mãe na vida é: “LUIZA TIRA A TOALHA MOLHADA DE CIMA DA CAMA!!!!!!” Eu aprendi, mamãe! Agora eu sempre guardo a toalha no banheiro depois do banho. Assim, tipo, 80% das vezes…

ENFIM — sendo assim do jeito que sou, pensei e pesquisei alguns truques pra quando você tem visitas e não quer que elas saibam o quão bagunceiro você é.

1. Alinhe as coisas pequenas: controles da TV, livros, maquiagem, etc.

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Se as coisas mais visíveis tiverem em linha reta, vai parecer que você é uma pessoa organizada que sempre ajeita os controles depois de ver TV, ou nunca bagunça a maquiagem. De nada.

2. Estique a cama e arrume os travesseiros

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Sério que ajuda. Se parecer que você acorda todo dia de manhã e arruma sua cama perfeitamente, vai dar a ilusão perfeita de que você é uma pessoa mega organizada.

3. Enfie louças sujas no fogão

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Essa eu nunca fiz, mas parece ser uma boa ideia. Se o lava-louças tá cheio e você não tem tempo de lavar tudo, enfia dentro do fogão onde ninguém consegue ver que tem prato sujo. O que os olhos não veem o coração não sente.

4. Menos luz

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Desligue as luzes do teto e ligue abajures e lâmpadas mais fracas. Desse jeito, as visitas não conseguem enxergar a sujeira e o ambiente fica mais agradável (Dupla utilidade: também dá para disfarçar aquela espinha no seu queixo que não vai embora).

5. Esconda toalhas sujas e outras coisas banheirísticas

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Sério, ninguém está a fim de ver sua toalha molhada (e, no caso das meninas, provavelmente suja de maquiagem). Guarde as toalhas quando as visitas chegarem. Coloque uma toalha de rosto nova. Esconda escova de dentes, pasta, desodorante, etc. embaixo da pia (ninguém quer ver ítens que provam que você é um ser humano). Deixe a pia bem livre e limpa. Se tiver cortina no box, pelo amor de Deus feche a cortina. Ninguém precisa saber que marca de shampoo você usa. (Se não quiser fazer tudo isso, fácil: construa um lavabo)

Bem, é isso. Para nós que não temos tempo de limpar a casa todos os dias, essas dicas nos ajudam a convencer os amigos a quererem nos visitar mais de uma vez.

É isso.

As músicas mais irritantes dos últimos tempos

Gostaria de começar esse post dizendo que eu não seriamente julgo o gosto musical de ninguém. O que você ouve e canta no chuveiro fazendo o shampoo de microfone é da sua conta e de mais ninguém! Todos temos vergonha de gostar de algumas músicas. Eu, por exemplo, que sempre achei a Miley Cyrus o ó do borogodó, até acho Wrecking Ball e We Can’t Stop músicas divertidas. O que não dá pra aguentar é quando as rádios tipo Jovem Pan, Metropolitana, Mix, etc… que, como as rádios “pop” mas escutadas do país, dizem ter uma seleção musical boa para nós que vivemos presos no trânsito, não só repetem a mesma música 80 vezes por hora, mas escolhem tocar os piores LIXOS já gravados. Parece que estão nos torturando de propósito.

A lista abaixo é pura opinião — as músicas que EU achei um pouco intoleráveis — onde os artistas foram puramente preguiçosos. E, sim, algumas dessas são legais de ouvir de vez em quando, mas se você parar pra pensar e comparar com tudo que o mundo musical tem a oferecer, são muito fracas. Especialmente depois que a Jovem Pan nos obriga a escutá-las 800 vezes seguidas.

As 5 Músicas Pop dos Últimos Tempos Que Mais Me Irritam

  1. Scream & Shout – Will.I.Am feat. Britney Spears

Essa música não dói os ouvidos tanto, mas também não tem nem pé nem cabeça. Não dá pra entender porque toca tanto. Outra coisa… CADÊ A BRITNEY?!?! Ela só fala “It’s Britney Bitch” e dá uma ajudinha vocal durante o refrão. Fora isso, cadê você, fia? Gato comeu a língua? Enfim, musiquinha sem estrutura, parece mais um mash-up de várias músicas ruins… não entendi.

  1. Only Girl (In The World) – Rihanna

Ouvir 30 segundos dessa música sem querer chorar é um milagre. Parece que a menina pegou um piano, escolheu uma tecla, e criou uma música inteira só batendo nessa mesma tecla 80 vezes. Reclama, filha. Cantar? Magina. Reclamar é mais bonito. Dá na mesma ligar a TV no Animal Planet e ouvir um ritual de acasalamento de bodes.

  1. Payphone – Maroon 5

Qualquer pessoa que ouvia Maroon 5 na época do álbum Songs About Jane sabe que a qualidade dessa banda morreu e descansa em paz. Quando o nosso querido cantor Adam Levine ficou famoso parece que perdeu o talento. Agora só escreve porcarias como essa música irritante, preguiçosa e sem sentido. Aaaaiiii que fofo romântico! NÃO. Já parou pra ouvir a letra? O refrão — ou seja, a parte mais importante da música — diz “estou num orelhão tentando ir pra casa mas gastei todas as minhas moedinhas em você.” OI? Quanto romance, meu filho, se segura aí! Ai, ai. Dá uma tristezinha lembrar do quanto eles eram bons. E agora só sai baboseira. “Love Somebody” é outra vergonha. E nem me deixe começar a falar de “Daylight.” Basicamente, o novo Maroon 5 é uma aberração e deveria se aposentar logo antes que nossos ouvidos nunca se recuperem.

  1. Beautiful – One Direction

Essa é a música que mais fica na cabeça DO MUNDO. E o fato das rádios a tocarem a cada cinco minutos na época que saiu não ajudou. Acho que se eu ouvisse essa música uma ou duas vezes na vida eu nem ia achar tão ruim, nem ia ligar. Mas é quando toca e toca e toca e toca e toca e toca até não dar mais, daí vira um problema. É pior que alarme de celular martelando todos os dias às 7 da manhã. E outra, IMPOSSÍVEL ouvir a música do mesmo jeito, realmente impossível, depois de ouvir a versão do Bar Mitzvah do Nissim Ourfali (dá um google. É a melhor versão de “Beautiful” já feita).

  1. Baby – Justin Bieber

Baby, baby, baby AH VÁ. Eu realmente não consigo entender como essa música fez tanto sucesso. E fora que ele cresceu e virou o moleque mais babaca que já existiu na face da terra – só cria vexame em todo lugar! Pra mim, não existe música mais irritante do que essa. E já fui forçada a ouví-la tantas vezes que sinto ânsia já no primeiro “ooOOoooOOooOooooh….”

Nossa, depois de escrever tudo isso senti uma onda de stress saindo de dentro do mim. Alguém tinha que falar. Peço desculpas se alguma dessas for, sei lá, a música favorita de algum leitor. Mas o importante é que tem gosto pra tudo, e todos devemos poder falar alto e claro nossas opiniões sobre as coisas! E você, que música de rádio mais te irrita?

Halloween 2014

Esse Halloween foi provavelmente o melhor que já tive. As fantasias ficaram incríveis, as festas foram divertidíssimas… foi simplesmente o máximo. Nos EUA as pessoas levam Halloween super a sério. Todos os bares e baladas fazem festas gigantescas — e não cobram entrada, porque um bar compete com o outro pelos clientes. É perfeito. Na quinta, fui a um bar cujo tema era um baile de formatura zumbi nos anos 80. Banda ao vivo e tudo, decorações perfeitas, garçons de fantasia. Eu sei, nada poderia ser melhor.

Na minha opinião, tinha que ter mais do que um dia por ano pra se fantasiar. Torna tudo muito mais divertido. Ir pra um bar com seus amigos é uma coisa, ir pra um bar com seus amigos todos de fantasia e ver as fantasias hilárias dos outros já é algo completamente diferente. É muito legal ver a criatividade de algumas pessoas. Sempre têm aqueles chatos que ou não se vestem ou usam algo muito genérico e sem graça, e isso eu não entendo. Porque saiu, então, se não tem senso de humor?! “Ai, não gosto de usar fantasia.” Então não sai no Halloween. Fica em casa. Sério. Você está ocupando o espaço de alguém muito mais divertido.

Enfim, se o Halloween fosse duas vezes por ano eu seria uma criança feliz.

Algumas fantasias deste ano:

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Eu e Connor como Malévola e Bela Adormecida (ele está de pijama pois não achamos o vestido rosa em tamanho masculino :P ).

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Eu e Connor como Cheshire Cat e Mad Hatter de Alice no país das maravilhas. Essa foi mais uma interpretação da fantasia, mas foi muito legal de fazer.

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Maquiagem do Cheshire Cat feita por mim! :) E a versão final antes de sair:

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^ Minha amiga Rachel como a Lumpy Space Princess do desenho Adventure Time. Ficou muito fofa!

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^ Katie e Sunny como Stewie e Meg do desenho Family Guy.

Fantasias, boa companhia, boas festas… é pra isso que estou aqui! Ah, é… e estudar de vez em quando…

American Wedding

photo 3Esse fim de semana fui ao meu primeiro casamento nos Estados Unidos! O melhor amigo do meu namorado Connor se casou no sábado. Foi tudo muito lindo, a cerimônia foi numa igreja de uma cidade pequena e a festa num vinhedo maravilhoso. A cerimônia foi às 2 da tarde a festa só às 5 — meio estranho, né? Tivemos que voltar pra casa, dar uma enrolada (primeira vez na vida que enrolei em casa usando vestido longo), e sair para a festa. O casamento foi super estruturado. Tudo acontecia em certos horários: fotos na hora X, depois drinques, depois o jantar (com lugar marcado nas mesas, nome e tudo), depois hora de dançar, e depois tchau. Sério. Às 10 da noite o casamento simplesmente ACABOU. Avisaram que ia ser a última música, todos dançaram, e simplesmente vazaram. Os noivos voltaram ao hotel com a família e os amigos mais próximos, onde serviram comida e mais uns drinques, então fomos a isso logo depois. Mas essa eu realmente não esperava, nunca vi casamento acabar!

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O casamento foi tão tradicional que fiquei muito surpresa que a noiva decidiu não jogar o buquê. Não sei por que, mas ela não quis. Só que aí vem a história mais bizarra: eu estava jantando, numa boa, e minha mesa estava bem embaixo de tipo uma varanda interna no andar de cima. A noiva estava tirando fotos nessa varanda quando o GRAMPO DE CABELO dela caiu lá de cima (sim, do meio do penteado dela)  e pra dentro do meu copo de água. Tipo… OI? Como assim?! Qual é a chance?!?!?! Foi hilário… foi uma versão menos tradicional de pegar o buquê!! Hahaha e totalmente sem querer…

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Grampo da sorte… :)

Aqui vão algumas fotos do casamento, que se passou em Essex, Connecticut (cerimônia) e Saltwater Farms Vineyard em Stonington, Connecticut (a festa).

photo 2 Usei esse vestido que eu achei na minha casa, de quando eu tinha 14 anos. Como ele serviu, eu já não sei…

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Eu e o noivo, Steve, logo após a cerimônia! A noiva está atrás cumprimentando as pessoas.

photo 3 (1)Os noivos fofos cortando o bolo.

photo 1 (1)Foto que eu e Connor tiramos ao sair da festa… não parece um vestido das irmãs da Cinderella com a parte traseira gigante?! Hehe tipo isso:

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Caixa Eletrônico Fantasma

Decidi passar esse fim de semana em Nova Iorque, que fica 3 horas e meia de Boston (de trem). Decidimos ir de carro pois seria muito mais barato do que ir de trem, mas foi a pior ideia do mundo! Dizem que demora 3 horas e meia dirigindo também, e em teoria é isso mesmo, mas quando conta trânsito, paradas, etc. dá umas 5 horas! Então total não vale a pena ir pra Nova Iorque de carro só pra passar o fim de semana. ENFIM, quando eu estava lá, a coisa mais bizarra do mundo aconteceu…

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Estávamos comendo brunch num restaurante super legal (chama Tre, no Lower East Side – super recomendo!) só que eles só aceitavam pagamento em dinheiro. Perguntei onde tinha um caixa eletrônico, e a mulher me falou que era só sair do restaurante, andar duas lojas a direita, e eu ia ver o caixa lá. Beleza. Saí, fui andando, e o Connor, meu namorado, foi comigo. Estamos andando, conversando, eu meio distraída, quando vejo um caixa eletrônico meio bizarro, todo pichado e meio sujo… mas nem notei isso, estava esperando ver um caixa à minha direita, como a mulher falou, então fui nele mesmo. Se eu não tivesse distraída eu NUNCA teria colocado meu cartão num caixa daqueles. Mas coloquei. E não teve outra: meu cartão desapareceu, caiu lá pra dentro. A máquina não só estava desligada, mas abandonada, e só depois que eu fiz isso eu percebi a burrice que foi. Ligamos a lanterna do celular e vimos meu cartão preso lá dentro, mas era impossível tirar, o buraco era muito pequeno. Pensei em ligar pro banco e cancelar, mas meu nome estava no cartão, e parecia muito uma pegadinha bizarra… fiquei com medo. O amigo do Connor sugeriu quebrar a máquina pra tentar tirar, mas achamos muito arriscado, é contra a lei quebrar um caixa eletrônico (se não estiver funcionando será que é contra a lei ainda? Sei lá, não quisemos arriscar). Então chamamos a polícia. Esperamos lá até eles chegarem, e quando chegaram viram o caixa e perguntaram “COMO você coloca seu cartão numa máquina dessas?!” E eu expliquei que estava distraída, mas eles me fizeram me sentir uma idiota (pessoas em Nova Iorque não estão nem aí, são muito grossas). Eles falaram que o único jeito era quebrar mesmo, então o amigo do Connor catou um tijolo e bateu várias vezes na máquina até ela abrir. E essa é a parte mais bizarra: quando a máquina abriu, achamos DEZENAS de cartões de outras pessoas. Pessoas que fizeram o mesmo erro que eu, enfiaram o cartão lá e perderam! Mas eles simplesmente cancelaram e não tentaram abrir. Mas seus nomes e bancos estavam lá, nos cartões, em nossas mãos. Os policiais começaram a andar de volta pra viatura, não dando a menor bola. Perguntamos se eles queria levar os cartões. “Nah,” eles disseram. Eles nos deixaram com os cartões!! Então voltamos pro restaurante e cortamos um por um. E ainda mais, deixaram aquele caixa eletrônico pega trouxa no meio da rua, nem fizeram nada pra tirá-lo. Ai, ai… bizarrice. Meu cartão foi salvo e o dia também, mas não graças aos policiais que não estavam nem aí.

Moral da história: nunca coloque seu cartão num caixa eletrônico pichado e abandonado.

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Cortando os cartões

Supersize We: por quê engordamos na faculdade?

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Neste momento estou sentada no Hillside Café de Boston College, comendo meu sanduíche e enrolando pra começar a fazer lição. Vamos falar um pouco das dietas americanas e da cultura gastronômica de uma faculdade nos EUA.

Hillside Café é o dining hall (refeitório) mais “bonitinho” da faculdade, muita gente vem aqui pra estudar ou só pra tomar um café e conversar. Eles só servem sanduíches e sopas. Saudável, né? Não, não é saudável. Os ingredientes dentro dos sanduíches são saudáveis: peito de peru, atum, alface, tomate, pepino, rosbife, etc. Mas os molhos que eles colocam cancelam todo o valor nutritivo do sanduíche (e se pedir sem molho, óbvio que vai ter gosto de papelão).

Mas isso é o de menos. O que mais me preocupa sobre os dining halls é a quantidade de fritura que eles colocam como opção pros alunos, e às vezes como a ÚNICA opção. Por exemplo, o horário que eles servem jantar é das 4:30 da tarde até às 8 da noite. Depois das 8 eles tiram tudo, pra começar o menu late night, cujas opções são: nuggets de frango (FRITOS), batata frita, macarrão, mozzarella sticks (queijo frito), cheeseburger, pizza, e só. DEPOIS DAS 8 DA NOITE SÃO ESSAS AS OPÇÕES.

Não me leve a mal. Eu sou ZERO uma pessoa “light,” não sou da vibe de ficar fazendo dieta e contando calorias, não sigo os Instagrams de fitness, não gosto de ficar falando de academia e de corpo e dieta. Não pertenço a esse grupo. Mas, obviamente, não quero virar uma pessoa obesa e gosto de me cuidar. Mas alguém me explica, como é que dá pra se cuidar quando essas são as opções? Vim do Brasil, onde NINGUÉM janta antes das 8 horas da noite. Por isso, nos meus primeiros dois anos de facul, quando eu morava no campus, eu dei uma enchidinha, assim como TODO MUNDO, meninas e meninos. É super comum, chamam isso de Freshman 15, as quinze libras (mais ou menos 7,5kg) que é “normal” engordar no primeiro ano de faculdade. Mas que culpa temos?! Não é que as pessoas vêm estudar e do nada começam a comer que nem loucas. Não. É a instituição que não tá nem aí. Eles colocam a lista de calorias do que eles servem num site, só pra dizer que você sabe muito bem o que está ingerindo. Uma vez olhei e quis chorar. Sanduíche básico? 500 calorias. Um prato de macarrão? 900 calorias (sem contar o molho). Frango grelhado? 400 calorias. (COMO?!) SALADA CAESAR? 1000 CALORIAS! MIL. CALORIAS. Uma salada.

Depois que me mudei pro apartamento fora do campus eu parei de comer essas besteiras e perdi meu Freshman 15. Mas mesmo assim, é uma injustiça, né? Muito chato ter que se preocupar com isso. E as pessoas que acham que estão fazendo a decisão saudável de pedir uma salada, e acabam consumindo 1000 calorias em uma refeição sem saber?! Que dó!!!

Bom, agora chega de papo de mãe academia*. Só queria explicar porque os EUA é um país gordo, então se sua amiga veio morar aqui e voltou mais redondinha, não julgue. Comer direito aqui não é fácil não. E nas faculdades brasileiras, isso acontece também? Ou é mais fácil controlar? Comentem aqui!

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Imagens do Hillside Café, tiradas neste momento.

*veja o post abaixo.

Mãe Academia – um mini conto

Quando eu estava no colegial em São Paulo, minha professora de português nos dava exercícios de vestibular para fazer como lição de casa. Como eu sabia que não ia fazer faculdade no Brasil, e portanto não faria o vestibular, perguntei pra ela se eu podia escrever historinhas ao invés dos exercícios, e ela disse que sim. Então, um dia, escrevi uma história sobre as “mães academias,” aquelas mulheres que não fazem nada de útil, só fútil. E aqui está! Antes de ler, lembrem-se: escrevi este conto há uns 5 anos e não mexi em nada desde então — desculpe se tiver erros. Outra coisa, nenhum dos personagens é baseado em pessoas ou fatos reais, é tudo inventado, tudo brincadeira!

A mãe academia

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  • Não sei como ela agüenta!
  • Nem sei o que dizer para ela…

As magras e falsamente bronzeadas amigas sentavam para comer suas saladas em conjunto. As três se conheciam por causa dos maridos, que eram amigos, então claro que eram amigas também. Sentadas no bistrô ao lado da academia em uma bela manhã de quinta-feira, as amigas conversavam sobre a vida: quem estava precisando de saboneteiras novas, quem começou a nova dieta sugerida pela revista Boa Forma, qual delas precisava contratar uma arrumadeira, e principalmente quem estava tendo problemas com o marido. Nenhuma delas, é claro; o assunto de conflito marital era voltado exclusivamente às amigas não-presentes.

Denise tomou um gole de chá verde e contemplou a mais nova desgraça de Catarina, que não estava presente, mas estava no assunto de todas as mesas de almoço das mulheres da sociedade. Logo parou de pensar na vida da amiga e começou a lembrar de sua própria vida. O marido que parecia trabalhar eternamente, os dois filhos homens, um de quatorze e um de doze, que não conseguiam tirar notas boas e só causavam problemas na escola. Denise expulsou esses pensamentos da cabeça e voltou a concentrar na desgraça de Catarina.

Paula era a mais feliz de todas. Dizem que a ignorância traz a felicidade, e talvez mesmo fosse o curto circuito que às vezes acontecia no cérebro de Paula que fornecia essa alegria tão acesa. Não era inteligente, mas era recém-casada e tinha um recém-nascido em casa, portanto Paula era feliz. Era a mais novinha das amigas, com apenas vinte e dois anos, mas adorava a nova vida. Passava seus dias comprando coisas de bebê e kits de toalha para o lavabo, comendo abacaxi com hortelã nas horas vagas, e, é claro, a academia. Começou a sentir dó da amiga Catarina, mas logo deu graças a Deus que não estava na posição da conhecida e voltou a sorrir.

Marina era loira e linda. Casara com um dono de empresa cinco anos atrás, quando tinha apenas vinte anos, mas sabia que estava apaixonada, mesmo o marido sendo muito mais velho. Mesmo sendo feliz da vida com as filhas gêmeas, Coco e Miusha, ela começou a ter problemas. Vítima do efeito sanfona, Marina não conseguia manter um peso constante. Por essa razão virou a rainha das dietas, tendo feito todas as existentes, e pretendia pedir pro marido, de presente de aniversário, uma lipoaspiração.

  • Denise! disse Marina incrédula com a notícia sobre Catarina, como você ficou sabendo disso?
  • Foi assim, eu estava na aula de spinning da Reebok como toda quinta-feira de manhã…

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Quando chegou na academia na manhã da calma e ensolarada quinta-feira de março, Denise começou sua rotina de sempre. Andou até o vestiário, abriu o armário onde guardava as jóias que ganhara do marido, guardou sua bolsa Louis Vuitton e procediu ao balcão de lanches saudáveis. Foi aproximada por Vanessa, uma loira de pouca altura mas muito fôlego.

  • Denise! Eu não posso acreditar! Você faz Reebok também? Que coincidência!

Denise deu seu sorriso padrão. Não estava com paciência para isso. Todos sabiam que Vanessa era a mulher mais fofoqueira da sociedade, não parava de falar, nem por um minuto. Não importava se o assunto era os filhos (coitados deles), o cachorro que pegou apendicite, o marido que teve que operar a bexiga, o carro que teve problema na blindagem, ou até a vizinha que teve um caso com o personal trainer; Vanessa sempre tinha o que falar sobre qualquer tópico. Denise suspirou e voltou a fingir que estava ouvindo o que Vanessa falava. Haja ouvidos. A mulher sofria de uma constante diarréia na boca.

  • Vanessa, depois você me fala da professora malvada da Carlinha, agora estou atrasada para a aula de spinning. Tchauzinho!
  • Jura? Eu também vou fazer spinning! É minha nova rotina de terça e quinta!

Não conseguindo escapar da amiga, Denise entrou para a aula de spinning junto com a megera, que ainda não havia parado de falar. Aparentemente a babá resolveu tirar uma folga no fim de semana que Vanessa decidiu viajar para Maresias. Como pode!

Ao sair da aula suada e com os ouvidos roxos, Denise comprou uma água mineral no balcão de lanches saudáveis e sentou-se sozinha. Começou a pensar no que ia fazer durante o dia e nem imaginava a notícia que iria ficar sabendo sobre sua amiga Catarina. Não muito tempo depois, Fernandinho, o personal mais cobiçado de toda a academia, pegou uma cadeira e sentou-se ao lado de Denise. O homem, mais gay impossível, era o mais divertido e oferecia um tipo de psicoterapia às alunas durante as aulas.

  • Cansou de mim, gata? Disse ao se aproximar de Denise.
  • Fê! Mas quanto tempo!
  • Nunca mais marcou aula comigo, fica indo na bicicletinha e malhar que é bom, nada né? Depois o maridão te acha flácida e já viu onde vai parar! Embaixo do bisturi!

Denise riu do amigo. Fazia tempo que não dava um sorriso verdadeiro. Sentia saudades da terapia ocasional.

  • Você que nunca tem horários para mim, Fê! Sempre tão ocupado. O horário que você pode eu tenho que buscar os meninos na escola!
  • E por que não contrata um motorista, querida? Dinheiro é pra isso!
  • Eu tenho motorista, ele me leva até a escola, mas preciso conversar com os professores para ver se os meninos estão bagunçando muito. Está difícil…
  • Ai Dê, já passa. É fase de menino pré-adolescente.
  • Eu sei. Mas e aí, como estão as coisas com você?
  • Denise você não sabe! Eu tenho a fofoca do ano!

Denise entrou no carro e ligou para Catarina para saber se era verdade. Era. Sentiu pela amiga, embora não falasse nada. Novamente com seu sorriso forçado padrão, Denise terminou de falar e desligou o telefone, pasma com a notícia.

  • E foi assim!

As três amigas, Denise, Paula, e Marina pagavam a conta no bistrô perto da academia. Antes de entregar os cartões de crédito ao garçom, Paula e Marina olharam para Denise com olhos surpresos e piedosos.

Dalí a pouco chegou a linda Renata com sua filha adolescente para almoçar no bistrô. Sorriu ao ver as amigas na outra mesa e foi as cumprimentar.

  • E aí, meninas? Quais são as novas?
  • Você soube o que aconteceu com Catarina?

Renata pareceu confusa e disse que não, preocupada por causa da expressão espantada nos rostos das mulheres.

  • Ela abriu uma empresa e vai começar a TRABALHAR!
  • Ai, coitada!