St. Patrick’s Day 2014

Boston é provavelmente a cidade que mais “liga” pra St. Patrick’s Day fora da Irlanda. O dia em si foi ontem, dia 17 de março, mas desde sexta-feira só se via pessoas de verde nas ruas. Não existe vergonha – o pessoal se fantasia mesmo, e passa o fim de semana inteiro nos pubs festejando. Eu e a minha roommate Titi decidimos usar essa ocasião como uma boa desculpa pra fazer uma festinha no nosso apartamento. Convidamos simplesmente 60 pessoas (meu apartamento mal cabe 20) e avisamos que era pra todo mundo se fantasiar. Compramos um monte de decorações e fantasias, incluindo uma de Leprechaun (aquele duende verde de St. Patrick’s Day) pro meu namorado Connor: 

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Sim, ele ficou vestido assim a noite inteira.

Obviamente não tinha 60 pessoas no meu apartamento ao mesmo tempo (o prédio ia cair), mas lógico que bem antes de chegar todo mundo eu dei um jeito de me trancar pra fora do meu quarto. Tudo ficou lá dentro: carteira, chave, casaco, bolsa, etc… tudo menos o celular. Como eu não estava nem um pouco com vontade de dormir no sofá, tive que chamar um cara pra abrir a mísera porta às 11 da noite no sábado de St. Patrick’s Day — provavelmente a última noite do ano que este homem gostaria de ter que trabalhar, principalmente em um apartamento de alunos de faculdade tendo uma festa grande. Mas, ele foi, e teve que destruir a maçaneta e colocar outra:

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Tirei foto porque a cena estava engraçada demais.

Bem, isso resume o meu fim de semana. Tomara que no próximo não precise arrombar a porta do meu quarto!

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Eu, Connor, e Christina (Titi)

Como Acordar Cedo

Por que acordar de manhã é simplesmente a coisa mais difícil do universo? E, ainda por cima, dormir cedo é a segunda coisa mais difícil. E aí, como fica? Eu me salvei um pouco. Esse ano, minhas aulas na faculdade têm horários muito bons. Não preciso acordar cedo quase nenhum dia. Porém, percebi que minhas quartas-feiras estavam sendo usadas pra bundar em casa em vez de fazer algo útil. Decidi, então, voltar a fazer trabalho voluntário 4 horas por semana. Começa às 7 da manhã…

Hoje quando acordei o sol ainda não havia nascido. Por incrível que pareça, não foi tão difícil assim. Descobri quais são os passos para conseguir levantar cedo e não se sentir mal:

1. Abandone o botão “snooze”

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Esse botão é seu pior inimigo. Ele é extremamente viciante. Eu sei, é bem mais fácil falar do que realmente levantar sem usá-lo, pois você logo quando acorda não é a mesma pessoa da noite anterior. Só quer aqueles 5 minutinhos, mas esses míseros minutos SEMPRE viram pelo menos uma hora. No meu caso, às vezes até duas horas. Sim, eu fico deitada por 2 horas apertando o botão “snooze” a cada 9 minutos (não sei porque 9 minutos, meu celular veio assim e eu deixei… que estranho, né?)

2. Beba MUITA água antes de dormirImage

Assim, você fica com vontade de ir no banheiro logo quando acordar e PRECISA levantar. Seu corpo te obriga, a menos que você queira fazer xixi na cama. Quando já levantou e já está no banheiro, jogue uma água na cara, dê um grito de guerra e NÃO DEITE DE NOVO. Pode ser que você se sinta uma batata amassada nesse momento, mas segura.

3. Se enfia no banho

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O banho quentinho é um ótimo substituto para uma cama quentinha. Se seu corpo ainda estiver se recusando a acordar para a vida, jogue uma água gelada. Torture seus músculos um pouquinho para eles verem quem é que manda.

4. Separe suas roupas na noite anterior

Se você sabe que vai ter que acordar cedo, pra quê deixar um trabalho a mais para a versão matinal de você? Você sabe que vai acordar um zumbi. Então, se não quiser sair de casa com um sapato de cada tipo, camiseta do lado contrário, e uma calça que não tem nada a ver, separe suas roupas enquanto seu cérebro ainda está funcionando.

5. Meninas: coloquem maquiagem ASSIM que sair do banho

Assim, você não pode deitar de novo. Porque, se deitar, vai sujar todos os travesseiros e estragar sua cara inteira.

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6. Comida

Eu sei que é difícil ter apetite de manhã. Mas, se você se forçar a comer, seu corpo vai achar que já é mais tarde (isso foi provado cientificamente pelo Instituto Científico Luiza Justus e Associados) e vai funcionar melhor. Sério mesmo. Café também não machuca.

Outra coisa que eu faço de manhã (que não necessariamente ajuda a acordar) é assistir algum episódio de um seriado de TV. É a melhor coisa pra fazer a cabeça funcionar. Neste momento estou assistindo Breaking Bad.

Bem, espero que essa lista tenha ajudado um pouco. Acordar de manhã não é nada fácil, mas todos temos que fazer, então temos que olhar pelo lado bom da situação. Agora, volte a trabalhar/estudar porque essa sua pausa para ler isso aqui é o equivalente acordado do botão SNOOZE!

Snowpocalypse

Hoje fez -10 graus em Boston. Usei duas calças, duas camisetas, três casacos, cachecol, chapéu, e luvas para conseguir sair de casa. Isso porque só precisei passar pouco tempo fora do carro ou da sala de aula. Estava ridiculamente frio, provavelmente o dia mais frio que já passei aqui.

Maaaas, tem sempre uma pequena grande vantagem com tudo que é ruim na vida. Não que o frio me incomode tanto assim, pra mim se preparar para ele só é uma coisa a mais para fazer de manhã e pronto. Mas para a maioria das pessoas daqui o frio é um super assunto. Já vi conversas sobre o tempo durarem muito mais do que deveriam. Tipo, minutos. Muitos minutos. Vários minutos gastos conversando sobre coisas óbvias, como o tanto de neve caindo do céu ou a previsão para os próximos dias ou “está muito frio hoje!” Não, jura?

ENFIM, a coisa boa que aconteceu: minha aula foi cancelada. Essa é a única parte boa de ter toneladas de neve caindo e bloqueando as estradas. Recebi uma mensagem hoje que todas as aulas que começassem depois das seis da tarde seriam canceladas, e a minha começava EXATAMENTE as seis. Muita sorte. Terça-feira é o único dia que eu tenho aula tão tarde assim, e agora tenho duas horas e meia LIVRES!!! Woohoo!

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“Conversation about the weather is the last refuge of the unimaginative.” – Oscar Wilde

Tradução: conversar sobre o tempo é o último refúgio dos sem imaginação.

Vida de estudante é assim…

É aquela moleza, onde sexta-feira sempre faz parte do fim de semana. Em Boston College (e com certeza a maioria das outras faculdades por aqui) o aluno escolhe os próprios horários. Ou seja, se não consigo acordar cedo, posso marcar todas as minhas aulas para depois do meio-dia (que é exatamente o que fiz), e se não estiver a fim de estudar às sextas-feiras, também posso deixar de fazer isso. Nos primeiros anos fica mais difícil, pois as aulas enchem rápido (os mais velhos têm prioridade) e temos que conseguir um certo número de créditos antes de acabar. Mas, agora que estou no meio do terceiro ano, aula sexta-feira é totalmente opcional.

Por isso, o meu dia de ontem pareceu um dia de férias. Minha amiga Aninha estava aqui (foi embora hoje), então juntamos alguns brasileiros e fomos passar o dia no centro de Boston. Almoçamos em um restaurante francês:

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Alex, Christina, Aninha, eu, e Ricardo

Depois, fomos patinar no gelo. Os meninos não foram, então claro que os fizemos segurar todas as nossas bolsas, sapatos, sacolas, etc. Por ser uma sexta-feira a noite, a pista estava bastante cheia. Eu, Christina e Aninha patinamos de mãos dadas o tempo inteiro (dá uma certa segurança, sabe? Muita sorte não ter dado um efeito dominó…). Tinha uma menina de uns 8 anos de idade que parecia uma profissional, e um louco que ficava indo na contra-mão. Fora isso, os outros patinadores eram relativamente normais.

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Eu e Christina brincando no parquinho do lado da pista que nem duas imbecis

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O lugar de patinação é chamado “Frog Pond,” então tem esses sapinhos fofos

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Patinando :)

Depois de 15 minutos decidimos que “já deu,” tiramos os patins e fomos fazer hora no Starbucks. Meu namorado Connor encontrou com a gente e todos fomos ao cinema assistir Her, um filme sobre um homem que se apaixona pelo seu sistema operacional (tipo se apaixonar pela Siri do iPhone, só que se ela tivesse a voz da Scarlett Johansson). O filme é muito bom! É uma comédia dramática super divertida mas ao mesmo tempo dá umas lições profundas. Recomendo para qualquer pessoa que quiser ver como o nosso mundo vai ser daqui uns anos (brincadeira… imagine que horror!).

Her-Movie-Poster

Pois é, a vida universitária é bem tranquila numa sexta-feira. Preciso curtir esses tempos bastante porque quando começar a trabalhar, não existirá mais essa moleza toda!

Primeira Semana

A primeira semana de aula é sempre aquela que a gente finge que ainda está de férias. Claro que temos uma motivação a mais, porque as férias servem para o saco esvaziar e ter vontade de fazer coisas úteis durante o dia. Mas, pra mim, essa primeira semana está sendo bem tranquila. Os professores não dão nem matéria, quanto menos lição de casa, e os amigos estão sempre a fim de sair.

Esse semestre será diferente porque vários amigos meus que fizeram o semestre passado em outro país voltaram. Por exemplo, a Meredith, minha roommate do ano passado, passou o semestre na Argentina (e até me visitou em São Paulo por alguns dias quando eu voltei!) e agora está de volta.

Outra pessoa que está aqui é a Aninha, uma das minhas melhores amigas do Brasil. Veio me visitar por uma semana e ficar no meu apartamento! Está tudo perfeito e muito divertido, fora o fato de que eu esqueci do pequeno detalhe que visitas precisam de toalhas, e todas as minhas toalhas extras foram mandadas para a lavanderia para lavar. Ou seja, pude oferecer à minha amiga a grande escolha entre se secar com a minha toalha molhada, uma toalha de rosto, ou o tapete do banheiro. Boa, Luiza…

 

Voltei!

Pra Boston e para o blog! Novo ano, novo começo… é sempre mais fácil de se motivar no começo do ano, né? Claro que já fiz as mil promessas de comer saudável, fazer ginástica, acordar cedo, fazer coisas produtivas. Se alguém descobrir um jeito de conseguir manter esses objetivos de começo de ano, me avisem! Porque certamente eu ainda não consegui. Mas, como ainda é dia 11 de janeiro e minhas férias estão chegando ao fim, eu estou com todos esses objetivos na cabeça ainda. Veremos.

Um deles, claro, é escrever mais no blog! Mas chega de falar que vai fazer e faz logo, né?

Neste momento estou sentada no avião voltando para Boston. Sim, estou nesse momento viajando pelo ar a milhares de metros de altura. E mesmo assim na internet. COMO ASSIM?!?! Estou vivendo no futuro?! Bem, esse não parece ser um passo tecnológico tão grande assim sendo que os cientistas tem apenas um ano para inventar os Hoverboards de Back to the Future…

Enfim, estou no avião voltando pra Boston pra começar meu 6o semestre de faculdade. O tempo voou! Foi muito bom passar o reveillon com a minha família, que conheceu meu namorado americano Connor pela primeira vez! E todos se deram super bem! Eu e Connor tocamos e cantamos pra todo mundo, um dia desses vou postar um vídeo aqui!

Ontem foi minha despedida das férias então fui para um bar em Colorado com as meninas da minha família. Um bar que parecia vazio e ruim rapidamente se tornou o lugar mais legal que fomos na viagem! Lá pelas 5 da tarde começou a encher de gente. Um cara mais velho que parecia um cowboy tocou música ao vivo, e é ÓBVIO que a minha irmã e as outras me obrigaram a subir lá pra cantar. Eu cantei Ring of Fire do Johnny Cash junto com o cowboy velho na frente do bar inteiro. Parecia coisa de filme! Amanhã (quando eu não estiver apertada na poltrona do meio no avião) eu vou postar o vídeo dessa cena linda… na verdade, vou assistir de novo e ver se é postável ou se é muito queima filme! Haha :P

Espero que todos estejam tendo um ótimo ano até agora, e que continue sempre bom! Até daqui a POUCO (não 3 meses, prometo!)

Aí vão umas fotos do reveillon, colagem feita pelo Connor:

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Hotel Mal Assombrado

Não tivemos aula na segunda-feira dessa semana por causa do feriado de Columbus Day (sei lá o que exatamente é isso), então claro que aproveitei essa oportunidade e me mandei para Nova Iorque. Fui com a Christina, minha super amiga com quem eu divido o apartamento aqui em Boston.

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Brincando com bonequinhos nas ruas de Nova Iorque

A viagem começou com as duas gênias decidindo escolher um hotel mega em cima da hora. Óbvio que não achamos nada, então escolhemos um hotel nada a ver que dizia ser em Times Square. Afinal, para quem morou em dormitórios universitários por dois anos nada pode ser tão ruim, né? Pode.

Compramos passagem de trem e perdemos o trem (lógico) então tivemos que fazer hora na estação até o próximo chegar. Quando chegamos em NYC depois de quatro horas de ficar sentadas na mesma posição, descobrimos que o nosso hotel era LITERALMENTE na frente da estação de trem. Isso é muito conveniente e muito inconveniente ao mesmo tempo. Não precisamos pegar um táxi para chegar no hotel, isso foi bom. Mas, por outro lado, sempre lembro da minha mãe dizendo que existem hotéis “estação de trem”, aqueles que têm tantos quartos e tantas pessoas que a recepção está sempre cheia, tem crianças correndo, pessoas pra lá e pra cá… enfim, esse termo nunca teve tanto significado quanto quando eu fiquei nesse hotel.

Como se não bastasse a localização péssima, o hotel parecia um daqueles hotéis muito velhos com uma reforma bem meia-boca. Além disso, Christina encontrou alguns pêlos questionáveis nas toalhas do banheiro minúsculo. Também conseguíamos ouvir vozes no banheiro, provavelmente vindo do buraco do ar condicionado que conectava nosso quarto aos dos outros, mas gostamos de pensar que o hotel era mal-assombrado.

Fora essa experiência de estadia não-desejável, nos divertimos muito na viagem. Passamos os dias passeando pelo SoHo procurando quadros para nosso apartamento. De noite, vi minha amiga do Brasil que está morando em Nova Iorque. Fomos ao cinema assistir Don Jon (SUPER recomendo!) e depois voltamos para Boston, de volta para a rotina que eu tanto amo.

Ah, e nunca fiquem no hotel Affinia Manhattan… fica a dica.