American Wedding

photo 3Esse fim de semana fui ao meu primeiro casamento nos Estados Unidos! O melhor amigo do meu namorado Connor se casou no sábado. Foi tudo muito lindo, a cerimônia foi numa igreja de uma cidade pequena e a festa num vinhedo maravilhoso. A cerimônia foi às 2 da tarde a festa só às 5 — meio estranho, né? Tivemos que voltar pra casa, dar uma enrolada (primeira vez na vida que enrolei em casa usando vestido longo), e sair para a festa. O casamento foi super estruturado. Tudo acontecia em certos horários: fotos na hora X, depois drinques, depois o jantar (com lugar marcado nas mesas, nome e tudo), depois hora de dançar, e depois tchau. Sério. Às 10 da noite o casamento simplesmente ACABOU. Avisaram que ia ser a última música, todos dançaram, e simplesmente vazaram. Os noivos voltaram ao hotel com a família e os amigos mais próximos, onde serviram comida e mais uns drinques, então fomos a isso logo depois. Mas essa eu realmente não esperava, nunca vi casamento acabar!

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O casamento foi tão tradicional que fiquei muito surpresa que a noiva decidiu não jogar o buquê. Não sei por que, mas ela não quis. Só que aí vem a história mais bizarra: eu estava jantando, numa boa, e minha mesa estava bem embaixo de tipo uma varanda interna no andar de cima. A noiva estava tirando fotos nessa varanda quando o GRAMPO DE CABELO dela caiu lá de cima (sim, do meio do penteado dela)  e pra dentro do meu copo de água. Tipo… OI? Como assim?! Qual é a chance?!?!?! Foi hilário… foi uma versão menos tradicional de pegar o buquê!! Hahaha e totalmente sem querer…

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Grampo da sorte… :)

Aqui vão algumas fotos do casamento, que se passou em Essex, Connecticut (cerimônia) e Saltwater Farms Vineyard em Stonington, Connecticut (a festa).

photo 2 Usei esse vestido que eu achei na minha casa, de quando eu tinha 14 anos. Como ele serviu, eu já não sei…

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Eu e o noivo, Steve, logo após a cerimônia! A noiva está atrás cumprimentando as pessoas.

photo 3 (1)Os noivos fofos cortando o bolo.

photo 1 (1)Foto que eu e Connor tiramos ao sair da festa… não parece um vestido das irmãs da Cinderella com a parte traseira gigante?! Hehe tipo isso:

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Caixa Eletrônico Fantasma

Decidi passar esse fim de semana em Nova Iorque, que fica 3 horas e meia de Boston (de trem). Decidimos ir de carro pois seria muito mais barato do que ir de trem, mas foi a pior ideia do mundo! Dizem que demora 3 horas e meia dirigindo também, e em teoria é isso mesmo, mas quando conta trânsito, paradas, etc. dá umas 5 horas! Então total não vale a pena ir pra Nova Iorque de carro só pra passar o fim de semana. ENFIM, quando eu estava lá, a coisa mais bizarra do mundo aconteceu…

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Estávamos comendo brunch num restaurante super legal (chama Tre, no Lower East Side – super recomendo!) só que eles só aceitavam pagamento em dinheiro. Perguntei onde tinha um caixa eletrônico, e a mulher me falou que era só sair do restaurante, andar duas lojas a direita, e eu ia ver o caixa lá. Beleza. Saí, fui andando, e o Connor, meu namorado, foi comigo. Estamos andando, conversando, eu meio distraída, quando vejo um caixa eletrônico meio bizarro, todo pichado e meio sujo… mas nem notei isso, estava esperando ver um caixa à minha direita, como a mulher falou, então fui nele mesmo. Se eu não tivesse distraída eu NUNCA teria colocado meu cartão num caixa daqueles. Mas coloquei. E não teve outra: meu cartão desapareceu, caiu lá pra dentro. A máquina não só estava desligada, mas abandonada, e só depois que eu fiz isso eu percebi a burrice que foi. Ligamos a lanterna do celular e vimos meu cartão preso lá dentro, mas era impossível tirar, o buraco era muito pequeno. Pensei em ligar pro banco e cancelar, mas meu nome estava no cartão, e parecia muito uma pegadinha bizarra… fiquei com medo. O amigo do Connor sugeriu quebrar a máquina pra tentar tirar, mas achamos muito arriscado, é contra a lei quebrar um caixa eletrônico (se não estiver funcionando será que é contra a lei ainda? Sei lá, não quisemos arriscar). Então chamamos a polícia. Esperamos lá até eles chegarem, e quando chegaram viram o caixa e perguntaram “COMO você coloca seu cartão numa máquina dessas?!” E eu expliquei que estava distraída, mas eles me fizeram me sentir uma idiota (pessoas em Nova Iorque não estão nem aí, são muito grossas). Eles falaram que o único jeito era quebrar mesmo, então o amigo do Connor catou um tijolo e bateu várias vezes na máquina até ela abrir. E essa é a parte mais bizarra: quando a máquina abriu, achamos DEZENAS de cartões de outras pessoas. Pessoas que fizeram o mesmo erro que eu, enfiaram o cartão lá e perderam! Mas eles simplesmente cancelaram e não tentaram abrir. Mas seus nomes e bancos estavam lá, nos cartões, em nossas mãos. Os policiais começaram a andar de volta pra viatura, não dando a menor bola. Perguntamos se eles queria levar os cartões. “Nah,” eles disseram. Eles nos deixaram com os cartões!! Então voltamos pro restaurante e cortamos um por um. E ainda mais, deixaram aquele caixa eletrônico pega trouxa no meio da rua, nem fizeram nada pra tirá-lo. Ai, ai… bizarrice. Meu cartão foi salvo e o dia também, mas não graças aos policiais que não estavam nem aí.

Moral da história: nunca coloque seu cartão num caixa eletrônico pichado e abandonado.

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Cortando os cartões

Supersize We: por quê engordamos na faculdade?

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Neste momento estou sentada no Hillside Café de Boston College, comendo meu sanduíche e enrolando pra começar a fazer lição. Vamos falar um pouco das dietas americanas e da cultura gastronômica de uma faculdade nos EUA.

Hillside Café é o dining hall (refeitório) mais “bonitinho” da faculdade, muita gente vem aqui pra estudar ou só pra tomar um café e conversar. Eles só servem sanduíches e sopas. Saudável, né? Não, não é saudável. Os ingredientes dentro dos sanduíches são saudáveis: peito de peru, atum, alface, tomate, pepino, rosbife, etc. Mas os molhos que eles colocam cancelam todo o valor nutritivo do sanduíche (e se pedir sem molho, óbvio que vai ter gosto de papelão).

Mas isso é o de menos. O que mais me preocupa sobre os dining halls é a quantidade de fritura que eles colocam como opção pros alunos, e às vezes como a ÚNICA opção. Por exemplo, o horário que eles servem jantar é das 4:30 da tarde até às 8 da noite. Depois das 8 eles tiram tudo, pra começar o menu late night, cujas opções são: nuggets de frango (FRITOS), batata frita, macarrão, mozzarella sticks (queijo frito), cheeseburger, pizza, e só. DEPOIS DAS 8 DA NOITE SÃO ESSAS AS OPÇÕES.

Não me leve a mal. Eu sou ZERO uma pessoa “light,” não sou da vibe de ficar fazendo dieta e contando calorias, não sigo os Instagrams de fitness, não gosto de ficar falando de academia e de corpo e dieta. Não pertenço a esse grupo. Mas, obviamente, não quero virar uma pessoa obesa e gosto de me cuidar. Mas alguém me explica, como é que dá pra se cuidar quando essas são as opções? Vim do Brasil, onde NINGUÉM janta antes das 8 horas da noite. Por isso, nos meus primeiros dois anos de facul, quando eu morava no campus, eu dei uma enchidinha, assim como TODO MUNDO, meninas e meninos. É super comum, chamam isso de Freshman 15, as quinze libras (mais ou menos 7,5kg) que é “normal” engordar no primeiro ano de faculdade. Mas que culpa temos?! Não é que as pessoas vêm estudar e do nada começam a comer que nem loucas. Não. É a instituição que não tá nem aí. Eles colocam a lista de calorias do que eles servem num site, só pra dizer que você sabe muito bem o que está ingerindo. Uma vez olhei e quis chorar. Sanduíche básico? 500 calorias. Um prato de macarrão? 900 calorias (sem contar o molho). Frango grelhado? 400 calorias. (COMO?!) SALADA CAESAR? 1000 CALORIAS! MIL. CALORIAS. Uma salada.

Depois que me mudei pro apartamento fora do campus eu parei de comer essas besteiras e perdi meu Freshman 15. Mas mesmo assim, é uma injustiça, né? Muito chato ter que se preocupar com isso. E as pessoas que acham que estão fazendo a decisão saudável de pedir uma salada, e acabam consumindo 1000 calorias em uma refeição sem saber?! Que dó!!!

Bom, agora chega de papo de mãe academia*. Só queria explicar porque os EUA é um país gordo, então se sua amiga veio morar aqui e voltou mais redondinha, não julgue. Comer direito aqui não é fácil não. E nas faculdades brasileiras, isso acontece também? Ou é mais fácil controlar? Comentem aqui!

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Imagens do Hillside Café, tiradas neste momento.

*veja o post abaixo.

Mãe Academia – um mini conto

Quando eu estava no colegial em São Paulo, minha professora de português nos dava exercícios de vestibular para fazer como lição de casa. Como eu sabia que não ia fazer faculdade no Brasil, e portanto não faria o vestibular, perguntei pra ela se eu podia escrever historinhas ao invés dos exercícios, e ela disse que sim. Então, um dia, escrevi uma história sobre as “mães academias,” aquelas mulheres que não fazem nada de útil, só fútil. E aqui está! Antes de ler, lembrem-se: escrevi este conto há uns 5 anos e não mexi em nada desde então — desculpe se tiver erros. Outra coisa, nenhum dos personagens é baseado em pessoas ou fatos reais, é tudo inventado, tudo brincadeira!

A mãe academia

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  • Não sei como ela agüenta!
  • Nem sei o que dizer para ela…

As magras e falsamente bronzeadas amigas sentavam para comer suas saladas em conjunto. As três se conheciam por causa dos maridos, que eram amigos, então claro que eram amigas também. Sentadas no bistrô ao lado da academia em uma bela manhã de quinta-feira, as amigas conversavam sobre a vida: quem estava precisando de saboneteiras novas, quem começou a nova dieta sugerida pela revista Boa Forma, qual delas precisava contratar uma arrumadeira, e principalmente quem estava tendo problemas com o marido. Nenhuma delas, é claro; o assunto de conflito marital era voltado exclusivamente às amigas não-presentes.

Denise tomou um gole de chá verde e contemplou a mais nova desgraça de Catarina, que não estava presente, mas estava no assunto de todas as mesas de almoço das mulheres da sociedade. Logo parou de pensar na vida da amiga e começou a lembrar de sua própria vida. O marido que parecia trabalhar eternamente, os dois filhos homens, um de quatorze e um de doze, que não conseguiam tirar notas boas e só causavam problemas na escola. Denise expulsou esses pensamentos da cabeça e voltou a concentrar na desgraça de Catarina.

Paula era a mais feliz de todas. Dizem que a ignorância traz a felicidade, e talvez mesmo fosse o curto circuito que às vezes acontecia no cérebro de Paula que fornecia essa alegria tão acesa. Não era inteligente, mas era recém-casada e tinha um recém-nascido em casa, portanto Paula era feliz. Era a mais novinha das amigas, com apenas vinte e dois anos, mas adorava a nova vida. Passava seus dias comprando coisas de bebê e kits de toalha para o lavabo, comendo abacaxi com hortelã nas horas vagas, e, é claro, a academia. Começou a sentir dó da amiga Catarina, mas logo deu graças a Deus que não estava na posição da conhecida e voltou a sorrir.

Marina era loira e linda. Casara com um dono de empresa cinco anos atrás, quando tinha apenas vinte anos, mas sabia que estava apaixonada, mesmo o marido sendo muito mais velho. Mesmo sendo feliz da vida com as filhas gêmeas, Coco e Miusha, ela começou a ter problemas. Vítima do efeito sanfona, Marina não conseguia manter um peso constante. Por essa razão virou a rainha das dietas, tendo feito todas as existentes, e pretendia pedir pro marido, de presente de aniversário, uma lipoaspiração.

  • Denise! disse Marina incrédula com a notícia sobre Catarina, como você ficou sabendo disso?
  • Foi assim, eu estava na aula de spinning da Reebok como toda quinta-feira de manhã…

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Quando chegou na academia na manhã da calma e ensolarada quinta-feira de março, Denise começou sua rotina de sempre. Andou até o vestiário, abriu o armário onde guardava as jóias que ganhara do marido, guardou sua bolsa Louis Vuitton e procediu ao balcão de lanches saudáveis. Foi aproximada por Vanessa, uma loira de pouca altura mas muito fôlego.

  • Denise! Eu não posso acreditar! Você faz Reebok também? Que coincidência!

Denise deu seu sorriso padrão. Não estava com paciência para isso. Todos sabiam que Vanessa era a mulher mais fofoqueira da sociedade, não parava de falar, nem por um minuto. Não importava se o assunto era os filhos (coitados deles), o cachorro que pegou apendicite, o marido que teve que operar a bexiga, o carro que teve problema na blindagem, ou até a vizinha que teve um caso com o personal trainer; Vanessa sempre tinha o que falar sobre qualquer tópico. Denise suspirou e voltou a fingir que estava ouvindo o que Vanessa falava. Haja ouvidos. A mulher sofria de uma constante diarréia na boca.

  • Vanessa, depois você me fala da professora malvada da Carlinha, agora estou atrasada para a aula de spinning. Tchauzinho!
  • Jura? Eu também vou fazer spinning! É minha nova rotina de terça e quinta!

Não conseguindo escapar da amiga, Denise entrou para a aula de spinning junto com a megera, que ainda não havia parado de falar. Aparentemente a babá resolveu tirar uma folga no fim de semana que Vanessa decidiu viajar para Maresias. Como pode!

Ao sair da aula suada e com os ouvidos roxos, Denise comprou uma água mineral no balcão de lanches saudáveis e sentou-se sozinha. Começou a pensar no que ia fazer durante o dia e nem imaginava a notícia que iria ficar sabendo sobre sua amiga Catarina. Não muito tempo depois, Fernandinho, o personal mais cobiçado de toda a academia, pegou uma cadeira e sentou-se ao lado de Denise. O homem, mais gay impossível, era o mais divertido e oferecia um tipo de psicoterapia às alunas durante as aulas.

  • Cansou de mim, gata? Disse ao se aproximar de Denise.
  • Fê! Mas quanto tempo!
  • Nunca mais marcou aula comigo, fica indo na bicicletinha e malhar que é bom, nada né? Depois o maridão te acha flácida e já viu onde vai parar! Embaixo do bisturi!

Denise riu do amigo. Fazia tempo que não dava um sorriso verdadeiro. Sentia saudades da terapia ocasional.

  • Você que nunca tem horários para mim, Fê! Sempre tão ocupado. O horário que você pode eu tenho que buscar os meninos na escola!
  • E por que não contrata um motorista, querida? Dinheiro é pra isso!
  • Eu tenho motorista, ele me leva até a escola, mas preciso conversar com os professores para ver se os meninos estão bagunçando muito. Está difícil…
  • Ai Dê, já passa. É fase de menino pré-adolescente.
  • Eu sei. Mas e aí, como estão as coisas com você?
  • Denise você não sabe! Eu tenho a fofoca do ano!

Denise entrou no carro e ligou para Catarina para saber se era verdade. Era. Sentiu pela amiga, embora não falasse nada. Novamente com seu sorriso forçado padrão, Denise terminou de falar e desligou o telefone, pasma com a notícia.

  • E foi assim!

As três amigas, Denise, Paula, e Marina pagavam a conta no bistrô perto da academia. Antes de entregar os cartões de crédito ao garçom, Paula e Marina olharam para Denise com olhos surpresos e piedosos.

Dalí a pouco chegou a linda Renata com sua filha adolescente para almoçar no bistrô. Sorriu ao ver as amigas na outra mesa e foi as cumprimentar.

  • E aí, meninas? Quais são as novas?
  • Você soube o que aconteceu com Catarina?

Renata pareceu confusa e disse que não, preocupada por causa da expressão espantada nos rostos das mulheres.

  • Ela abriu uma empresa e vai começar a TRABALHAR!
  • Ai, coitada!

Novo Look

Sabe aqueles dias quando você fica olhando pra algo que você olha todo dia, mas agora parece que tem algo de errado? Por exemplo, sua foto de perfil no Facebook, ou as almofadas do seu sofá, ou as roupas do seu armário, ou sua cor de cabelo. Sempre enjoamos das coisas (não é por isso que dizem que precisamos escolher um(a) companheiro(a) que nos surpreenda todos dias?), e foi isso que aconteceu comigo hoje, com esse blog. Já faz um ano que não mudo, então, voilá, aí está o novo look!

Ainda estou me acostumando, então não está 100% definido. Os botões que estavam à esquerda agora estão em um menu clicável (do lado direito em cima da imagem grande), e o outro menu (do lado esquerdo da imagem) tem o “About Lulu.” Pois é gente, ficou mais high-tech, mais chiiiiiiique saaaaabe. Outra coisa chiquérrima: todas as vezes que você abrir ou atualizar o blog, a foto principal muda! Então todas vezes que abrir o Minha Vida de Boston verá uma foto diferente. (Vamos ver se dessa vez dá pra passar mais de um ano sem enjoar, né, Luiza?)

ENFIM, espero que tenham gostado. Pode comentar aqui. Eu sei que está mais complicado e menos “clean” do que o outro, mas até aí, o Facebook já mudou de layout 1029810928310928301298 vezes, e se funciona pro Zuckerburg, funciona pra mim.

Música/vídeo do dia:

Ê, gente maluca… amo.

Acorda pra vida!

Acordar tarde. O sonho de qualquer pessoa que trabalha ou estuda e tem que madrugar pra chegar a tempo, mesmo chegando em forma de zumbi. É muito bom dormir sem ter que colocar despertador (ou, no meu caso, um “pré-aviso” uma hora antes — quando tenho que levantar às 9, coloco o despertador para às 8, pois sei que a Luiza versão matinal vai apertar o maldito snooze pelo menos umas 10 vezes). Mas, por alguma razão, a ideia de acordar tarde nos fins de semana tê m me deixado ansiosa ultimamente. E são esses os argumentos contra a preguicite que nos domina:

1. Você pega o bonde andando.

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A pior parte de acordar tarde é sentir que você já perdeu o dia inteiro. É o verdadeiro sentimento de insignificância, pois você vê com os próprios olhos que o mundo funciona e continua girando sem você (e muito bem, aliás). Todos somos os protagonistas de nossas próprias vidas, ou seja, os nossos mundos giram e volta de nós mesmos (estou fazendo sentido?), então, acordar tarde é como se o protagonista do filme chegasse atrasado, ou só aparecesse depois de meia hora de filme. Você acorda confuso (Cadê todo mundo? Meus amigos estão fazendo algo divertido sem mim? O que eu vou comer? Ainda dá tempo de assistir um episódio no Netflix? E assim vai…). Todo mundo já almoçou ou já têm planos pro almoço. Todo mundo já sabe o que vai ter de bom à noite. E você, com sono, de óculos e pijama às 3 horas da tarde, foi esquecido, abandonado, como uma caneta bic perdida atrás do sofá.

2. Não dá tempo de fazer mais nada.

Chega de bundar em casa nos fins de semana! Vou fazer coisas úteis! Vou pintar um quadro, vou ao cinema, vou ao museu, vou andar de patins no parque, vou fazer exercício, vou experimentar aquele restaurante novo! Ah, filho, acordou às 2 da tarde? Se ferrou, porque até sair da cama, tomar banho, colocar roupa, comer, e arrumar alguém pra ir com você nos 45 do segundo tempo, já era. Já. Era. Por que? Porque você já não tem nem tinta e até comprar já ficou escuro e tem programas noturnos. Vai tentar comprar ingresso e só tem na fila A, então aproveita e compra um Tandrilax pro pescoço – ah, bodeia então. O museu já fechou. Já vai escurecer e até chegar no parque só vai dar pra andar de patins 15 minutos. Exercício, hoje? Mas é o fim de semana!!! Você tá louco?! (detalhe: a versão motivada de você que deu essa ideia durante a semana já não existe mais). Já passou do horário de almoço e ninguém vai querer ir naquele restaurante essa hora. Esquece, então. Vou ficar de pijama mesmo, olhar instagram e ver TV até alguém responder se quer jantar.

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3. Adeus, fim de semana.

Temos 2 dias de 5 para fazer o que quisermos. 2 de 5! 40% do seu tempo é seu! O resto é da empresa/escola/faculdade. Se você passa o fim de semana inteiro dormindo ou só sai à noite, ferrou muito! Sua lista de hobbies vira: dormir, virar de um lado pro outro, sonhar, cair da cama…

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Eu estou começando a pensar assim. Me sinto muito mal se eu não faço pelo menos uma coisa durante o dia no fim de semana. E se eu durmo até tarde, todas as coisas que planejei fazer (veja item 2) viram impossíveis. Pois é, gente. Temos que tomar controle do nosso tempo. Percebi que quanto mais eu faço no fim de semana, mais longo ele parece. Por outro lado, a Luiza que escreveu esse post acordou às 13h hoje (que não é tãããão ruim assim, mas só consegui ser produtiva depois das 16h… e agora são 22h e nem terminei a lição de casa ainda) então eu nem sempre sigo minhas próprias regras, mas estou tentando. Estou tentando bastante ultimamente, e tenho aprendido que os fins de semana não foram feitos pra recuperar sono perdido, e sim pra sair por aí e viver. E você, o que acha?

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Tailgating à la Boston College

Voltamos às aulas! Pela última vez… nem acredito que já faz 3 anos que eu escrevi o primeiro post desse blog. Já acostumei tanto com o estilo de vida aqui dos EUA que nem consigo arranjar tanta coisa pra escrever. Antes eu escrevia sobre as coisas bizarras que eu via aqui, mas agora acho que eu virei tão bizarra quanto as coisas!

Último ano é bem legal porque eu estou finalmente fazendo as aulas boas, as aulas que todo mundo quer entrar mas não consegue porque elas enchem muito rápido. O esquema aqui é assim, todo mundo escolhe as aulas, ou seja, você nunca precisa fazer uma aula que não quer. Acho que as faculdades brasileiras deveriam ser assim também! Faz com que os alunos sejam muito mais dedicados pois estão lá porque querem, e não porque precisam. 

Tendo dito isso, nesse momento estou numa aula que não é super divertida (obviamente, pois aqui estou, escrevendo pra vocês), mas preciso fazer uma aula desse tipo (não necessariamente essa) para conseguir meu diploma de comunicação.

Fim de semana passado foi o primeiro do semestre. Uma coisa que fazem muito em faculdades que têm times de futebol americano é o famoso tailgating, que é simplesmente fazer churrasco e beber cerveja antes de começar o jogo. A minha faculdade tem umas casinhas onde moram os seniors (que agora faço parte) ou seja, o pessoal do último ano, chamadas de os Mods. Essas casinhas são o point das festas no campus, e então durante tailgating, é o melhor lugar para estar. Música alta, latinhas de cerveja no chão, pessoas com a camiseta do time, gente pra todo lado — é uma bagunça total, mas é a área mais cobiçada da faculdade durante os dias de jogo. As pessoas festejam tanto durante o tailgate que não se pode nem passar pelo portão dos Mods sem ter 21 anos de idade. OU SEJA, foi minha primeira vez!!! Mostrei meu passaporte e entrei, fui no churrasco dos meus amigos que moram lá, e foi super divertido. Depois fui ao jogo e fiquei uns 20 minutos antes de ter que ir embora pra não morrer de tédio. Vamos combinar, futebol americano é um bode. É chato pra caramba de assistir. Legal mesmo é a festaiada antes!

Eu e minha amiga Erica

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Rachel, Katie, e eu

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Ice Bucket Challenge

Fui desafiada!

Se você ainda não sabe o que é o desafio do gelo, espero que tenha curtido suas férias em Plutão. Qualquer pessoa que usa redes sociais como Facebook e Instagram com certeza já está sabendo (se é que já não fez) o que é o desafio do gelo, uma “corrente” que serve para a conscientização e levantamento de fundos para pesquisa da horrível doença ELA. E pra aqueles que acham que derrubar um balde de gelo na cabeça não adianta nada, fiquem sabendo que desde que começou essa brincadeira já foram arrecadados 50 milhões de dólares em doações!

Aqui vai o meu:

https://www.youtube.com/watch?v=9vog5qn7tKU

Foi difícil mas deu certo, haha :P eu nunca mencionei que tinha uma irmã gêmea?

Não se esqueçam de doar, qualquer coisa ajuda!

A Capital

A única coisa que não dá pra entender sobre a cidade de Washington, D.C. é: por que mais pessoas não a visitam? É muuuuito legal! A cidade têm milhões de coisas pra fazer durante o dia, coisa que não muitas cidades têm (ahem, São Paulo). Por exemplo, tirar fotos engraçadas na frente dos monumentos que vemos em vários filmes e seriados — tipo Forrest Gump e Scandal, no meu caso –

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<– U.S. Capitol Building (aquele prédio atrás da Luiza pulante) e o Washington Monument (monumento branco alto atrás da foto duck face… e todas as outras. Mal aí, acabei de ver que as fotos não estão muito variadas) IMG_7953IMG_7967 IMG_7968 IMG_7958 IMG_7957 IMG_7950 

Outra coisa é visitar todos os museus incríveis que eles têm, tipo o Smithsonian Air and Space Museum pra quem gosta de astronomia e planetários, ou o International Spy Museum, inteirinho sobre a história da espionagem no mundo inteiro. Eles até têm um joguinho onde eles te dão um iPad e te mandam pelas ruas da cidade como “espião” para resolver um mistério. É um jeito muito divertido e interativo de fazer um tour e voltar a ser criança.

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Outra coisa INCRÍVEL que eu nunca vi em lugar nenhum (mas provavelmente existe, e eu vou começar a procurar) é um lugar que chama Art Jamz. Arte e vinho. Eles te dão todos os materiais para pintar — pincéis, avental, tela, etc. — e taças de vinho, e você passa a tarde pintando e ouvindo música. No fim, você leva pra casa uma lembrança da viagem que você mesmo fez. Eu e o Connor decidimos pintar uma coruja depois de ouvir de um guia turístico (que, vamos dizer, faltava alguns parafusos) que a cidade inteira de Washington foi desenhada pelos maçons, e a arquitetura das ruas e dos monumentos mostra vários símbolos da sociedade secreta deles. Um deles é a coruja, e foi isso que inspirou nosso quadro:

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Isso tudo em um fim de semana, sem contar os passeios noturnos. Tivemos um jantar num barco com banda, e várias saídas para bares diferentes que, diferente de Boston, não te expulsam às 2 da manhã. Realmente, foi um fim de semana inesquecível, e recomendo pra qualquer pessoa que vier pros EUA nas férias dar uma passadinha aqui!

Depois do fim de semana, passei a semana filmando um mini-documentário aqui. E agora, voltando pra Boston! Tudo passa tão rápido…

Update

…e um dia vira outro, que vira outro, que vira ano que vem.

E agora estou chegando ao fim dos meus estágios de verão. Aqui nos EUA, para conseguir emprego depois de se formar, precisa passar as férias trabalhando de graça. Sabe, pra mostrar que você tem aquela dedicação, e que não passa todo seu tempo deitada assistindo Netflix de pijama e óculos.

Não dá para dizer que Boston no verão seja a cidade mais divertida do mundo. Não é. É devagaaaar, devagar quase parando. Quando os alunos não estão aqui, a população da cidade desce ridiculamente. O tempo é maravilhoso, claro. Às vezes até saio de casa e penso PUTZ, ESQUECI O CASACO! AGORA FERROU DE VEZ! E só depois de alguns segundos do mini-chilique eu lembro que não precisa de casaco nessa época do ano, e que qualquer tipo de roupa no corpo já cozinha seus orgãos.

Minhas férias começaram com um mês no Brasil vendo a família, daí comecei os estágios em Boston, e me mandei para uma viagem de duas semanas para a Austrália com a família do meu namorado. Surreal! Quando eu estiver no meu computador, e não no computador da empresa, eu posto algumas fotinhos aqui.

Mas, enfim, basicamente, porém, portanto, vamo indo, é nóis, e é isso. A vida no calor de Boston é meio moleza (não no sentido de que seja fácil, mas naquele que você se sente mole o dia todo e com o cérebro derretendo, e por isso não funciona direito 90% do tempo). Mas, as flores são lindas, os dias são longos, e a vida é bela.

Até mais!